segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Amor platônico é o correto, isso sim!

Olá, caros senhores!

Peço primeiro desculpas pela foto. Sim, sou eu terminando hoje o chocolate que o meu anjo me deu. Pode parecer idiota, mas levar uma semana de comer o doce pode parecer muito para muitos chocolátras de plantão, mas pra mim foi infelizmente bem rápido.

Afinal foi cada dia pegando um pedacinho mínimo pra poder experimentar cada trecho com a maior atenção possível. Chamem-me de idiota ou algo do tipo, mas foi a Angela que me deu, logo eu tinha que aproveitar. Não pelo sabor é claro, afinal de chocolate não entendo nada, além de que não sou maníaco por esse derivado do cacau. Quero aproveitar a deixa e falar um pouco de filosofia, usando o chocolate!

Ontem terminei de ler uma obra de Platão. Não! Não é a República, como muitos pensam. Estou lendo porque eu adoro filosofia e ao mesmo tempo odeio Platão e seu mestre maldito Sócrates pois é bem difícil pensar em algum argumento contra eles. Se bem que do jeito que eu sou alterado, eu consigo até meter o pau no Marx e o Engels, mesmo eu sendo fã não apenas da União Soviética, mas também do socialismo.

O que eu li é exatamente Apologia de Sócrates, escrito pelo Platão, com alguns textos a mais interessantes. Nele, o mais triste é que narra a última conversa de Sócrates, e neles ele faz a diferenciação de coisas e desejos do corpo e da alma. Pois como ele mesmo sempre diz, a alma é a nossa parte que mais se assemelha ao divino, é imutável, imortal e perfeita. Enquanto nosso corpo é diferente um do outro, morre e é carnal. Em uma analogia que me lembra muito o Budismo (e há quem diga que há influências reais. Mas ouvi teorias muito mais malucas que São Tomé, sim, o incrédulo, influenciou algumas correntes até do Budismo, enfim... Cada um acredita no que quer...) ele compara as paixões do corpo com as da alma.

Aí que entra a famosa expressão, muito repudiada pelos jovens, do que seria amor pro nosso senhor Sócrates. Existem claro, duas partes, o amor carnal, baseado nos prazeres imediatos, porém facilmente solúveis. Pois uma vez que o corpo vive de momentos, nada é exatamente pra sempre. Nesse mesmo conto ele compara a história existente na Odisséia de Ulisses (Odisseus, pros Helenos), onde Penélope mesmo após vinte anos da ausência do marido ela manteve o mesmo amor por ele, e enganava os pretendentes. Mesmo ela imaginando que o seu amado estava já morto, lá estava ela, ainda com uma última esperança.

Meus caros jovens, mesmo eu compartilhando da mesma idade genética de muitos de vocês, devo dizer que muitos de vocês dizem amar. Talvez até amem, mas será que isso não passa de um desejo de seus corpos? Se quer beijar, vá numa balada. Se quer transar, vá para a Augusta. Se quer comer, vá ao Burger King (Yeah! Whooper triplo!). Mas muitos de vocês sei que envelhecerão e verão que não é de pequenos namoricos que se faz um amor.

Tomamos o exemplo da nossa digníssima Penélope. Uma mulher mesmo ouvindo de todos os lados que o seu marido estava há muito morto, porém seu amor incondicional a manteve forte. Esse é o amor da nossa alma, um amor inabalável e invencível. De fato, Ulisses volta a sua casa e reencontra sua mulher como narrado por Homero, porém muitos de vocês sequer ligam para essa chama, ou por ela ser fraca, ou por vocês a apagarem facilmente por livre e espontânea vontade...

Dizem que o amor platônico é o errado, e isso ou aquilo. Mas se for perguntar-lhes o que é amor platônico eles dirão que é um amor doente, onde não para de pensar no outro enfim. Mas qual é o que irá realmente durar? Essa sensação de necessidade sentimentalista momentânea ou esse amor puro e mais profundo com significado?

Francamente nunca gostei desse espírito de jovem. Sou careta mesmo. Ou melhor, sou careta pra muita coisa, enquanto pra poucas eu sou extremamente revolucionário, então não sei bem se me encaixo em algum taxismo. Mas meus caros, eu gosto de ver que existem uns igual a vocês (tirando os evangélicos) que ainda desacreditam nessa paixão carnal. Como diz a minha antiga professora de matemática, "Com pessoas assim, o mundo não está perdido...". De fato. Pessoas esquecem hoje o que é amar, o que é dar uma nova chance, o que é nutrir esse sentimento da alma, enfim...

Talvez não conheçam. Talvez tenham medo. Dá pra enumerar muitas coisas. Antes da psicologia estudar a alma (psiqué), Sócrates há muito já a havia desvendado. Não dava nem dar uns 5 anos e ele viraria o Buddha helenístico! Hahaha...

E o chocolate? bom... Eu o saboreei cada pedacinho! Achei que deveria ser assim, aproveitar cada momento, cada brecha, cada mordida... Como o amor deve ser mesmo, intenso, marcante. E há quem diga que eu ando muito frio. Outros ainda afirmem que eu não mudei nada. Não sei o que dizer em minha réplica.

Ou melhor, irei dizer uma coisa sim:
Direi que agora é tarde.

Já estou apaixonado. ^^

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