quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Uma vez, eu namorei a Lua.

Não gosto da Lua. Acho ela mutante demais. Não é algo estável, muito pelo contrário. Sua face muda sempre. Seu brilho depende de outro, se não fosse por mim, ela jamais brilharia. Somente aparece quando o manto negro cobre os céus.

Mas uma vez, há muito, muito tempo, fomos enamorados.

Eu sou o Sol. Me orgulho disso. É esse significado de ser homem, masculino. Eu emito a minha própria luz, eu sou a carruagem que faz com todos acordem e todos façam o que suas vidas são designadas. Não tenho fases, estou sempre lá, não instável. Tenho minha coroa, e raramente a lua me sobrepõe, embora eu sempre brilhe mais que ela.

Ainda me lembro dela. Éramos tão diferentes, jovens. Compreendi logo que éramos exatamente um o oposto do outro, uma relação um tanto sofrida, mas hoje vejo que nos completávamos exatamente com essa diferença, pois sem mim não existe dia, e sem ela não existe noite. Um precisa do outro, e o outro precisa de um. Mas hoje a Lua está longe, está com alguém que compreende a mesma face masculina dela, e está feliz, por aquisição de nomenclatura, logo ele seria "O Lua". Mas um dia ainda pretendo me unir à Lua, mas acima de tudo quero que ela seja feliz com O Lua, pois se ela está feliz, independente de com quem ela está junto, seja comigo ou com outro, isso é o que me fará feliz também.

Hoje, após descer na Giovanni Gronchi (é João Dias mesmo =\) e pegar o onibus, vi umas mulheres tendo uma conversa sobre alguma amiga, e o teor de falsidade que as duas tinham com essa terceira, que não estava lá. Cada dia que penso, creio que mulheres gostem de ser humilhadas. Quando conseguem viver numa época onde o machismo é tão posto fora de moda e retrógado, elas conseguem cavar a cova delas mesmas, pela relação de mulheres entre mulheres.

Elas iriam longe, muito mais que nós homens, se deixassem isso de lado. Aliás, uma coisa que me faz cair muito no conceito são homens falsos. Em geral, são homens que por talvez conviverem demais com elas, adquirem hábitos delas. Como dizem por aí, mulher falsa e fofoqueira a gente até entende, mas homem não. Donzelas não sabem fazer o mal. Não que elas não façam, mas não sabem fazê-lo. Quando quiser de fato fazer o mal a outrém, faça de uma maneira única e com toda a potência. É o clássico humilhe de tal forma que ele nunca mais saia do chão. Faça o mal de uma vez, e o bem aos poucos, acho que essa é a lição de "ser homem" que eu mais tenho a ensinar.

Um homem tem que fazer o que deve ser feito. Fazer o mal aos poucos não é o ideal, pois a pessoa se ergue a cada tropeço mais forte normalmente. Antes eu indicava O Poderoso Chefão pra homens. O cara pra virar homem não tem que tirar carteira, saber nadar ou dar nó em gravata. Nesse filme tem tudo pra se saber em poucos filmes. Há outros, claro, mas esse é o essencial. Uma das cenas que eu mais gosto é as conversas que Michael Corleone tinha com seu irmão ovelha-negra, Freddo, que resulta na morte do desvirtuado. Verdadeiros homens são assim, se algo me incomoda, eu digo (com educação, acima de tudo) e caso não dê certo os avisos, eu ajo. Se fosse mulher, iria dar algumas indiretas, caretas feias, falar por trás e ficaria por isso. O mal não seria eliminado, nem nada.

Portanto senhores, não virem mulheres. Homens que são falsos pra mim jamais será um homem, pois para nós não funciona assim. Mesmo que alguém seja falso com você mostre-se superior e não seja assim. Se for inveja dos estudos, mostre que você é inteligente, não responda com olhares tortos de volta. Muitos dizem que homens são desunidos, mas é exatamente o contrário, e sempre a sociedade provou. Pegue um homem e pergunte quantos amigos ele tem. Agora pegue uma mulher e faça a mesma pergunta.

Palavras traduzem ações, caros.

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