segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Olá amigo Chimpanzé!

Seres humanos são bichos engraçados. Por mais que cientistas dizem que nos enquadramos com os próprios animais - e nem somos nem inferiores nem superiores - os humanos não entendem que são tão similares a eles, tão parecidos, mas se negam a admitir isso. Estava re-re-re-re-revendo 2001 - Uma odisséia no espaço, um dos meus filmes favoritos e sim... Não tem muito sentido no filme, logo se você não gosta de coisas com aquele aspecto mais "não é pra entender mesmo", e se você gosta de coisas com começo-meio-fim definidos, não veja este filme, hehe...

Gosto muito da fase do dawn of man, que nas muitas traduções fica como aurora do homem, mas prefiro dizer como nascer do homem. O filme toca naquela parte numa coisa bem intrigante que, naquela parte em que o macacão pega o osso e bate com força e cria o primeiro porrete, explica bem que uma coisa que seres humanos têm de diferença é bem isso mesmo, não a capacidade de bater, mas a capacidade de usar os elementos do seu meio como extensões de seu corpo, as ditas ferramentas. Com essas ferramentas, não apenas hoje temos a importância das mãos do ser humano, uma importância tão grande quanto o cérebro ou os sentidos. Temos tantos nervos na mão que a faz tão sensível exatamente para auto-proteção contra ferimentos ou coisa pior (por isso uma queimadura dói o inferno...) isso sem contar que cada coisa que o ser humano produz deve seguir uma ergonomia muitas vezes usada exatamente por essa parte da mão.

Criar e viver em sociedade não é uma exclusividade do homo sapiens. Até formigas e abelhas vivem em sociedade. Sociedade não significa apenas conjunto, mas também significa que todos colaborem para o crescimento de todos. Daí vem o fato de não existir ninguém que tenha conhecimento de todas as áreas, pois assim como um médico sabe tratar os pacientes de uma forma excelente, um bombeiro consegue apagar o fogo muito bem também. Até mesmo vejo os assassinos como parte importante, eliminando vidas e diminuindo a taxa de pessoas numa determinada área. Lembre-se: na natureza até os predadores são importantes, pois se as leoas não caçassem os veados haveria uma superpopulação deles, não haveriam florestas pois os veados comeriam tudo, e tudo faz parte de um equilíbrio estranho que somos condenados a viver nele.

Seres humanos querem procriar. Mesmo que você hoje com seus dezenove anos e não queira isso, acredite, mais tarde você vai virar homem e vai querer. Parece que está escrito no DNA a frase "ache uma parceira e tenha filhos", e se for parar para pensar bem, os maiores guerreiros romanos eram sempre mais cobiçados por ter seu material genético capaz de produzir filhos mais fortes, e tirando a época atual onde qualquer pessoa fraca pode vir a dar cria, os animais sempre provaram que o mais forte era o que merecia a fêmea, um clássico exemplo são homens querer mulheres de seios grandes pois elas são capazes de alimentar melhor os filhos e mulheres quererem homens musculosos pois conseguem proteger mais e dar filhos saudáveis. Isso não estou inventando, é ciência e tenho fontes.

Acredito um dia, lá na frente que o Homo Sapiens conseguirá abandonar esse lado. Quando ele conseguir viver sozinho ele terá chegado ao seu ápice, pois nem que seja psicologicamente o ser humano precisa de um outro. Conseguir controlar os instintos, principalmente os homens, haverá avançado muito. E procriação, bem... Isso é mais que óbvio. O mundo já está cheio de gente, e embora preguem que devem parar as derrubadas de árvores dizem que as crianças são o futuro, embora o simples fato de ensinar um adulto agrário apreender a ler e a escrever já é uma grande vitória, ou quem sabe pegar essa molecada da rua e dar uma escola mínima de qualidade, não. Querem que haja mais fêmeas humanas grávidas dando a luz a um grande rebanho de condenados.

Se quiserem algo para começar a pensar sobre o assunto, eu indico Aldous Huxley, e seu mais famoso livro: Admirável mundo novo. Clássico que todos deveriam ler. Li quando estava no colegial ainda... E volta e meia entou lá, a ler novamente.

0 comentários:

Postar um comentário

Arquivos do blog