Fim do plim-plim?

Observando várias coisas ao redor dá pra se ter uma base de como as coisas funcionam na teoria. Na época dos Nardoni chamei a atenção do grande esforço da polícia para exatamente mostrar que existe justiça nesse país - que no final das contas resultou na prisão dos pais da menina arremessada e o caso caiu num estranho esquecimento, que acredito agora ser o momento ideal pros advogados entrarem e conseguirem trazer os encarceirados para a liberdade.

Agora mais um crime chamou a atenção, do famoso Lindenberg (ô nominho de deus heim!) e sua ex-namorada Eloá Cristina. Aliás no Youtube tem tantos vídeos que isso já encheu o saco. Porém em duas semanas as pessoas esquecem e volta tudo aos seus eixos. Não quero falar da polícia, não quero falar do Everaldo, ou Aldo, o pai da menina, que agora muito provável que está no Mato Grosso ou Goiás e tentará criar uma nova vida pra fugir dos crimes que cometeu, mas quero chamar atenção de um assunto na minha opinião tão importante quanto esses totalmente direcionados ao caso de seqüestro.

Estou adorando ver a guerra que a Globo e Record estão travando. Em tudo. Pra quem não sabe, a Record chegou praticamente a decretar falência, e isso não faz muito tempo. Chegou então Edir Macedo com seu cheat de dinheiro infinito (alguns dizem que ele é Bill Gates com reais no lugar de dólares), comprou e praticamente remodelou toda uma emissora com mais capital ainda. Hoje está aí, Record criou a Record News, um canal na TV Aberta bem aos moldes do Globo News, só que com o Britto Jr, que também é um ex-global.

E nessa guerra de exclusividades quem só tem a ganhar é exatamente nós, os telespectadores. Claro que a gente quer ver um dos dois caindo e se dando mal, mas é bom ver a batalha sendo travada notícia a noticia, novela a novela, programa inútil a programa inútil. Por exemplo, no caso Nardoni a Globo e a Patrícia Poeta (cara, eu odeio ela... Sério mesmo. Glória Maria era muito superior. Ela tem cara de Ninfeta com rugas...) entrevista com exclusividade o casal Nardoni, ponto pra Globo. A entrevista do Lindenberg, conseguida na prisão com uma câmera de celular Nokia da vida, ponto da Record. A novela que fez a Globo meio que tremer com sua hegemonia na teledramartugia, o "Caminhos do Coração", e o contra-ataque global com "A Favorita", e por aí vai.

Cara, que legal isso. Como um bocado de dinheiro de fiéis não levanta qualquer coisa, certo? Heheh... A Record tem dinheiro infinito sendo bancada pela Universal até na descarga do vaso sanitário do Paulo Henrique Amorin, e a Globo tem toda a credibilidade que já lhe é de praxe dos seus quase meio século de vida e de trabalho. Interessante ver as provocações, as buscas por exclusividade, as análises, pois antes vivíamos numa atmosfera Rede Globo de Tevelisão (sim, escrevi errado mesmo) respirando o ar que eles queríamos, e agora podemos experimentar um ar diferente na Record ou da Globo.

Só assisto na TV aberta os noticiários. Já tentei me plugar na Fox News, mas ficar vendo uma TV com tantas notícias repetitivas sobre o Iraque, que pros americanos é bem relevante, mas pra nós nem faz tanta diferença assim. Ainda prefiro ficar no Jornal da Globo, SPTV, Jornal da Record e até o São Paulo no Ar, hehe... Nem filmes nem novelas assisto, mas confeço ser um viciado em telejornal.

Menos o Jornal Nacional, claro. Mas isso é porque eu estudo a noite há mais de tres anos... Não dá pra conferir ele todo dia igual eu queria, exceto nas férias. E olhe lá.

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