sábado, 7 de fevereiro de 2009

It's kinda magic.

Onde talvez estariam a magia dos amores impossíveis?

Digo que minha vida nada seria, e eu provável que não seria nem dez porcento do que sou hoje se eu tivesse êxito, tendo longos e felizes relacionamentos com garotas. Vejo alguns conhecidos que literalmente pulam de um para outro e muitas vezes se dissem felizes, todos bem-resolvidos, sempre bem-arranjados. Às vezes, até demais.

Escritores de todos os tempos sempre demonstraram o que é essa incapacidade, que por um lado é o que sentimos no fundo de nossos coração e ao mesmo tempo o contraste de essa pessoa estar em um degrau impossível de se alcançar. Muitos na Europa em tempos não tão remotos se trancavam e escreviam sobre suas donzelas e seus casamentos arranjados que os impossibilitavam de estarem juntos. Mas esse é o diferencial desses amores, e aí que reside essa magia.

Sempre vivi em amores, alguns impossíveis e outros vencidos. Mas sempre um foi diferente do outro, então posso dizer que não fiquei entediado! Embora eu sofra mais que um corinthiano, admito que gosto. Mas por uma vez, nem que seja só por uma, eu gostaria de aproveitar um relacionamento ao máximo como esses de romances mesmo, e saber o que os cegos de paixão vêem de fato.

Essa sim, é uma daquelas cartas que nunca chegarão.

E exatamente por nunca chegar, a pessoa talvez lerá, mas não entenderá que se refere à ela. Conheci ela há um tempo relativo, exatamente pois uma dizia que essa outra era totalmente diferente dela. Quis entender o que, e qual diferença era essa. Afinal, é com essa outra que consigo muitas vezes conversar sobre muita coisa, sem parecer um tolo. Todos os dias, mesmo às vezes eu tendo que sair, e ela meio ocupada.

Comecei a entender a diferença de ambas, mas entendi também que as duas tinham muita coisa igual. Talvez se perguntem ao ler isso o que existe de impossível nisso, afinal conversamos todos os dias, mesmo que seja não-presenciável, mas a impossibilidade talvez esteja comigo mesmo. Afinal infelizmente não dividimos da mesma etnia, e sei que em nada disso eu posso mudar, pois está completamente fora do alcance.

Mas queria sim, e ao mesmo tempo sei que não conseguiria. Talvez quem ler diga que é medo, mas não é. É que sei que por mais que os laços fiquem forte, nada entre nós existirá, pois pra ela talvez essa pequena grande barreira seja mais que um pequeno impecilho, é uma impossibilidade, e essa impossibilidade que faz com que talvez que sinto por ela sempre acabe crescendo, mas sei que nela talvez não seja nada além da amizade. Porém, como dizem minhas amigas, eu tenho a estranha capacidade de apenas atrair pra mim o que jamais conseguiria. Ou garotas que tem valor igual ou inferior à bicicletas usadas.

Essa porém, vale ouro. Seja pela maneira de agir, pelo jeito de ser, pelo sorriso mais que cativante...

E se conseguisse? Faria sim, faria o que não fiz, e o que talvez jamais teria feito durante tanto tempo: Mergulhar mesmo de cabeça, aproveitar cada momento e experimentar o que seria isso que todos chamam de amar, e não ficar apenas desse lado que estou. Como disse, isso nunca chegará à ela, nunca será lido, e provável que entre nós nada existirá também. L'amour, como os homens da caverna franceses daquela nação suja sempre dizem. 雨竜. Simples. Mas acho melhor ficar apenas de longe, torcendo pra ela encontrar um cara bacana e ser feliz, como tantas outras que já passaram por mim.

Blé. Mas liguem pra isso não, são coisas da cabeça e dos miolos.

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