quinta-feira, 2 de abril de 2009

Preconceito e o freio da raça humana.

Preconceito é uma coisa que atrasa muito a raça humana. Digo, pessoas tem tanta capacidade e são freadas de uma forma tão brusca, certo? Deprimente, verdade. Não sei, acho que grande parte do preconceito nasce dentro de nós, e não exista talvez tanta parcela do preconceito vindo de outros.

Acredito que muitos preconceitos existem quando nós aceitamos. Já sofri inúmeros. Alguns bem bizarros por sinal. Um que eu sofri uma vez era do povo pensar que por eu ser simpático e brincalhão eu sou burro ao mesmo tempo. Um deles inclusive pagou bem caro por isso, verdade seja dita, e até hoje essa pessoa nem tem coragem de olhar pra minha cara. Nunca aceitei, aliás não aceito nunca ser chamado de burro. Não sou uma pessoa inteligente, pra ser sincero até o mais sábio dos sábios apreende dia-a-dia num processo interminável. E grande parte disso tem a ver com a cultura oriental, por exemplo, com pessoas praticantes de artes marciais por exemplo que passam a vida inteira treinando e aprimorando. Sei que tenho muitas coisas pra aprender, mas sempre ao ser chamado de burro eu mostro isso, o que tenho é grande vontade, e isso é bem mais importante de quem somente tende a receber o mesmos conhecimentos. Se não sei de uma coisa, de um determino assunto, procuro aprender sobre, quebrar barreiras e preconceitos. Depois que a gente conhece, isso só vai trazendo vantagens. Por isso nunca tenham vergonha de dizer "Não sei, não conheço", ou "Você poderia me explicar isso?". Vivemos pra aceitar nossas limitações e aprender todo dia uma coisa, não esqueçam.

Já sofri até racial, hahah... Quantas e quantas asiáticas não queriam nada comigo exatamente por eu não ser oriental? Outros mais bizarros ainda é de falarem que não tenho descendência italiana, pelo cabelo preto e olhos pretos. Pra esse a resposta na ponta da língua é que minha ascendência é de italianos da Sicília, os italianos de cabelos-pretos mesmo, não os riquinhos italianos do norte louros de olhos verdes. Agora pras asiáticas, bem... A resposta sempre na ponta da língua é: Que sentimentos não escolhem raça, não escolhem credos, nem beleza exterior e nem nada do tipo. Se rola alguma química, ninguém quer saber se o cara é de um jeito ou de outro. Se você escolhe alguém pela cor da pele ou tipo de olhos, sinto muito, mas pessoas fechadas só tendem a perder mesmo em suas visões de mundo. Afinal, pra que pensar em casamento se quer apenas namorar, certo?

É bem pensamento de velho divorciado/viúvo mesmo... Pra que pensar em casamento, vamos curtir! Vamos ser felizes, vamos amar, desamar, beijar na boca, acordar tarde, assistir o corujão, hahaha... Vamos namorar, ser fiel, ser felizes², compartilharmos coisas, conversarmos, sermos amigos e... Sermos felizes³!

Igual a gostos musicais. Nossa, como quebro o pau. Antes de qualquer coisa: não sou nem nacionalista, nem americanista. Muito pelo contrário, sou apaixonado por todas as culturas, inclusive a brasileira, japonesa, americana, chinesa, africana, inglesa, italiana, vish... Sou apaixonado pelo mundo, pelas sensações, pelas culturas. Sou o cara que é apaixonado por Bossa Nova, e ao mesmo tempo adora uma Janis Joplin, um Beatles, tinha umas músicas árabes do caraio aqui no meu PC que uma amiga tinha me passado anos atrás, é simplesmente mágico o som deles. Indiano tá modinha por causa da novela, mas uso as músicas pra estudar outras coisas. Poxa, até música africana cara, que deixa o Olodum ficar parecendo tamborzinho de bateria desafinado, batidas muito fortes e frenéticas e vozes sem igual. Sou um cara aberto a tendências, já passei da fase adolescente onde a gente pensa que rock ou metal é tudo da vida. E pra esses preconceituosos eu até admito, na minha opinião são um bando de infantis mesmo, mas quem disse que o rock latino de Maná não podem se misturar com um forró universitário? Trocar figurinhas é fundamental, e numa sociedade tão musical como é a de hoje, ainda acho que pessoas que se isolam só nas músicas americanizadas e não descobrem as maravilhas do mundo, não apenas no Brasil, porque odeio também os que pensam que música brasileira é tudo no mundo, assim como odeio os que só ouvem músicas americanas por ódio daqui. Respeito a música tupiniquim tanto quanto respeito rock americano, canções árabes, shamisens japoneses e troika russa.

Ouvem um movimento que lutava radicalmente contra a caretice, e são tão caretas quanto os que eles lutavam contra. E ainda se dizem "roqueiros", blé. Sociedade vive de hipocrisia, mas nada que um pouco de maturidade não melhore a cabeça desses jovens.

Não tenho vergonha de ser eu mesmo não, viu. Pra quem não era pra tar aqui vivo há muito tempo, acho que o que vier é lucro! A gente tem que ser feliz, fazer o que der na telha, ouvir o que gostar, gostar de quem querer, e assim por diante. Viver poderia ser uma coisa tão simples, mas tão simples, mas pessoas complicam tanto. Criam preconceitos e elas mesmos são preconceituosas com elas mesmas. Se tivesse preconceito de mim mesmo jamais diria que moro nos bairros mais violentos de São Paulo, que nunca namorei de facto (mas não por vontade. Quem me conhece sabe dos meus romances e a incrível capacidade que tenho de atrair mulheres que não prestam) e outras coisitas más que não cabem falar aqui.

Não deixem o preconceito nascer em vocês, pessoal. Você pode sofrer um preconceito, mas é escolha sua decidir se vai deixar esse preconceito afetar sua vida, ou não.

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