sexta-feira, 3 de abril de 2009

Reflexão, indo ao interior das almas.

Budismo é uma filosofia que sigo bastante. Claro, budismo é como igrejas protestantes: em todo lugar tem uma com credo diferente, em especial lá na Ásia. Mas dou preferência não a interpretação, mas à mais recorrente interpretação. Algo como: Eu sou o fodão e minha palavra já vale como lei (até parece... =P). Seria o mesmo que dizer que Universal, ou a Renascer são seitas "diferentes", da fé exatamente igual (crença em Deus e Jesus Cristo como Messias), onde a única real diferença é que na segunda o teto dos "templos-galpões" costumam cair, e a primeira não.

É como sushi. Quem já foi no Japão sabe, comer em Sapporo é uma coisa, já o sushi de Osaka é outra coisa totalmente diferente. Já aqui a gente tem só praticamente um único estilo mesmo, e tirando que aqui é mais salgadinho os peixes, é tudo igual e ao mesmo tempo diferente. Tirando o humor negro de lado, vamos lá.

Quando fala na doutrina do mousier Siddartha Gautama muitos já vêm na mente que budismo é uma espécie de arte da meditação. Meditação além de ser uma das práticas mais milenares do ser humano, já foi provado que quando ele se isola, consegue achar respostas para questionamentos. Pense como no sono: quando a gente dorme com um problema insolúvel na cabeça, e ao acordar, pimba! Já sabemos como resolver, pois sem querer ficamos refletindo sobre aquilo a noite toda.

Diferentemente do que todos falam, budismo não é uma filosofia da meditação, e sim, da reflexão. Não adianta nada você ficar em posição de lótus com os olhos fechados se nada daquilo te fizer sentido. Deve-se aproveitar o momento de calmaria para pensar - e refletir para achar respostas às indagações. Ou não! As respostas já estão dentro de nós, o único fator é que devemos estar em contato conosco para achá-las.

Foi assim que o primeiro Buddha achou as respostas, em especial para o questionamento da sua vida: "Porque pessoas tem tanto sofrimento? E como combater isso?". É um dos fundamentos da filosofia é exatamente a compreensão do sofrimento. Veja bem:

Digamos que eu sou gordo. Ok, ando um pouquinho acima do peso, mas é muito porque tenho o intestino preso (também, eu como igual a um cavalo... Não tem intestino que aguente). Se eu sou criança, já sabe: Vou sofrer de bullying por ser chamado de baleia, nhonho, garoto de tetas, bunda oval, entre outros. Nada que não tenha sido verdade, certo? Por isso que normalmente quando tenho meus picos de depressão eu emagreço até ficar o osso. u_u

E outras coisas, como as menininhas nunca olharem pra você, ninguém nunca ser interessado em você, e como eu sempre ser uma criança mergulhada em livros era mais do que usado por "amigos" para passar cola nas provas, e se não passasse, bem... Já foi, hoje estou bonito e gostoso e magro. ;D

Refletir e entender esse sofrimento. Se nós conseguimos entender a causa, nós podemos eliminar essa causa, que são razões conflitantes entre emoção e carma. A eliminação poderia não ser "matar todos e penduras suas cabeças nos postes pra que ninguém faça isso", mas sim aprender a conviver, emagrecer, melhorar a alto-estima, amadurecer, enfim. São coisas que vem da reflexão mesmo, por exemplo.

Quando estamos diante de um problema, a gente não tem que se desesperar, começar a chorar, ou ir pro colinho da mamãe. Encarar o problema com calma, observar, refletir e achar uma solução. E mesmo que consiga a tal da solução não tem que ir achando nada sem nunca tentar, certo? Se ao menos tentar, já passou da metade do caminho pro sucesso.

Não sou muito de ir ao cerne das coisas. Depende muito também o que você classifica do "cerne do budismo", embora esses dois princípios já sejam mais que suficientes para entendimento do conceito por detrás dessa, que só perde pro cristianismo em número de seguidores. Tentei ser o mais conceitual possível, hehe...

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