terça-feira, 12 de maio de 2009

Ai meu Deus! Ela morreu!

Lembro que o povo costumava dizer que o Japão por ser uma cultura riquíssima, exatamente por tanto tempo ser um país fechado a entrada de imigrantes, além de na época ficar mais isolado do mundo que Cuba, criou uma cultura muito mais autêntica própria deles do que da Asia continental. Porééém, com a abertura dos portos na Era Meiji, e com as maravilhas tecnológicas que foram trazidas, como Lucky Strike, chocolate e absorvente íntimo, vieram também a linguagem dos filmes americanos e europeus que infelizmente tiraram um pouco daquela aura mística que tudo asiático tinha, incluindo os filmes.

Pra ser sincero, eu não vi inteiro, hahaha... Normalmente quando vejo um filme eu vejo um tempo, depois dou uma volta, brinco com os cachorros e sei lá, depois eu volto e retomo da onde eu parei. Mas vi quase tudo e dei um skip pro final. O filme da screenshot é o clássico de Masahiro Shinoda, cineasta nipônico e não... Não me venha com o Kurosawa. O cara é bom, isso eu não nego, mas é como Steven Spielberg: qualquer zé ninguém sabe que ele existe, e muita gente ainda pensa que ele é o único.

Odeio gente que posa de gostoso por saber apenas um. Mesma coisa de dizer que no Brasil só tem samba, na França só tem gente porca, idiota, burra, egocêntrica, viados, pseudo-jogadores de Futebol, mulheres com mais pelo no sovaco que na cabeça (o que isso tudo não deixa de verdade pra aquele povo porco que odeio), nos Estados Unidos só ter gente obesa, e no Japão só existirem menininhas colegiais.

Estou falando de Duplo Suicídio em Amijima (心中天網島), filme de 1969 que eu achei que prende por si só pela aura contrastante que tem. Foi baseado numa peça teatral de 1721 escrita por (insira aqui um nome japones dificil pra caraio por ser ainda feudal) que é normalmente encenada com bunraku, as bonecas japonesas, e é considerada por muitos o Romeu e Julieta nipônico.

Sim, eu adoro tragédias românticas, hahaha... (tou me acostumando ás desgraças...)

Mas, gostei! Atores excelentes, diga-se de passagem, em especial a atuação da atriz Shinoda Shima, a Koharu, prostituta que é uma das protagonistas, a que aparece nua no começo (já vi que vai ter um monte de marmanjo indo pegar o filme pra ver japa pelada no começo depois desse comentário... ¬¬ Mas vejam até o fim viu? Eu gostei, mas é filme meio cult, tem que gostar de ver cinema alternativo).

Uma tragédia, se não gosta de finais felizes também não aconselho assistir, embora acho que no final é sempre meio Romeu e Julieta. Por fora a gente pensa, fica triste por eles morrerem sem jamais conseguirem passar a vida juntos. Mas por outro vemos que ainda é coisa que a sociedade impõe, e exatamente por esse infortúnio acabam escolhendo medidas tão drásticas. E no final, mesmo triste, acho que eles estariam em algum lugar felizes.

Fica a dica!
(e não, não faço resenhas de filmes. Se quiser alguém profissa, vai atrás do Rubens Edwald Filho!)

0 comentários:

Postar um comentário

Arquivos do blog