segunda-feira, 15 de junho de 2009

Um começo próspero nos desenhos!

Cara, que comédia. Estava vasculhando o lugar onde guardo meus mangás - uma cômoda num quarto de bagulhos que toda família que se preze tem ao menos um na casa - e embaixo das três gavetas que estão empetoladas de quadrinhos japoneses, achei umas folhas A3 que eu moleque achava o máximo, e fazia os pôsteres dos filmes que eu imaginava que um dia faria. É meio bizarro, acho que já desde o começo era uma criança meio retardada, pois tinha uns quinze roteiros de filmes na minha cabeça, claro que algumas nem eram lá tão originais, enfim. E se eu disser que ainda lembro de algumas coisas apenas observando, alguém acreditaria?

Eu tinha o hábito de rasurar livros na primeira série. Tenho um livro que era usado para alfabetização e tinha desenhado um monte de coisinhas nele. Francamente não comecei no homem-palito. Não compreendia muito como traços podem simbolizar os braços - afinal eu era uma criança gorda pra caralho, então pensava que os braços deveriam ser representados como almofadinhas, eu fazia uns homens linguiça, o homem-palito mais cheinho, e como toda criança da época, tinha que ter Saint Seiya no meio!

O desenho acima, pasmem, é aquela cena final da saga de Asgard de Cavaleiros do Zodíaco, quando o Siegfried de Duhbe, o cão obediente da Hilda de Polaris surra todos os heróis facilmente e continua de pé lá, fodão. Tenho poucos deles, pois os cadernos de desenho e livros muitos não resistiram ao tempo, mas desde pirralho eu tinha uma ligação com lápis e observar e retratar o mundo muito intensamente. Assistia ao "A mão livre" e com uns oito anos já fazia retratos humanos - obviamente guardado uma devida falta de realismo, afinal não tinha lá muita destreza ou técnica ainda.

E desde moleque me orgulhava bastante disso. E isso ajudava como algo pra que as pessoas me conhecessem, então pela vida de muitos passei como "o cara que desenhava pra caramba", e lembro que tinham até trabalhos onde a professorinha desenhava, e eu já tinha terminado antes dela, hahaha. Era no desenho que encontrava os amigos que não tinha, a família que não tinha e todo o mundo que me dizia "não" por eu ser gordo, feio, antipático, triste, preso em casa, nerd, lá eu usava a imaginação a mil e fazia meus mundos, com meus amigos e tudo mais.

Meio bizarro, acho que não devia ter falado uma coisa dessas. xD Não foi tão deprê assim a infância, óbvio, é uma bosta você ser o gordo excluído da sala, nenhuma menina olha pra você e acho que é por isso que até hoje me dou muito bem sozinho sem nenhuma no meu encalço, mas machuca bastante. Se as pessoas soubesse o quanto essa coisa de bullying machuca a gente, duvido que continuariam com esse tipo de coisa. Ao menos se alguém fizer isso com alguma filha minha minha, pode ter certeza que levará uma surra minha no outro dia. Bullying não se faz com ninguém.

Agora chega disso pq odeio falar do meu passado e da minha infância, hahaha.

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