quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Press one button to change the world.

Primeiramente estou ardendo em febre. E costumo ter alucinações e coisas do gênero e falar bobeira. Portanto, se você se sentir ofendido, pegue seu dedinho e enfie no lugar que lhe for conveniente. =) Não me culpo!

Dias atrás vi o documentário White Flash/Black Rain enquanto zanzava pela HBO, que SIM, é muito melhor que o telecine que só passa Homem Aranha e Missão Impossível. Tá pior que Sessão da Tarde e Lagoa Azul. Um documentário chocante sobre as duas primeiras - e depois de ver o documentário dei graças a Deus por serem as últimas - cidades do mundo a sofrerem bombardeio atômico.

Óbvio, as pessoas aqui vivem num país pacífico, onde o máximo que temos é nosso presidente falando baboseiras e sendo admirado pelo Obama. Não conhecemos guerras como outros países, e diria: ainda bem. No documentário mostra um dos caras que pilotaram o Enola Gay, o avião que lançou as duas bombas atômicas sob as cidades de Hiroshima e Nagasaki. O depoimento dos sobreviventes é algo chocante, os vídeos da época mostrando todo tipo de sequela que as pessoas sofreram.

Sabe, dizem por aí que não devíamos confiar em seres humanos. Eu confio, acredito muito na humanidade, embora eu como qualquer pessoa tenha sido traído - inclusive por amigos que julgava estarem bem próximos. Existe sim uma parcela das pessoas que não tem essa simplicidade, mas sem dúvida uma outra que faz o bem sem ver quem. E esforço todos os dias pra fazer parte desse grupo. Mesmo. Mas sou de carne, então eu ouço as pessoas, exponho os pontos de vista, mas meus braços não vão ficar quietos se eu quiser avançar aos murros em alguém. Mesmo.

Os caras que pilotavam o avião sequer repararam que apenas o aperto do botão fez com que duas cidades sumissem do mapa instantaneamente. Quer dizer, os soldados americanos que lutaram em Iwo Jima por exemplo saíram de lá com a consciência bem pesada - obviamente por terem matado um por um dos japoneses, lutado mesmo e suado a camisa, enquanto o que pilotou Enola Gay apenas admitou estar "cumprindo ordens".

Apertando um botão a gente mata milhões. A teoria do "grande botão vermelho" como sempre continua adquirindo bastante força, mesmo hoje em dia.

Ao mesmo tempo que americanos foram os maiores filhos da puta ao terem bombardeado as cidades, veio provavelmente do próprio povo pressionando os governantes a ajudarem os companheiros nipônicos. Ouve até diversas ajudas, desde cirurgias plásticas para as donzelas que ficaram com rostos deformados, como até um conhecimento amplo do que fazer e o que acontece com pessoas expostas a radiação, por exemplo.

Contraditório, verdade.
Mas entenda que não é preciso muitas ações hoje em dia pra se matar milhões. Vamos viver em paz, como John Lennon e sua mulher descabelada pregavam.

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