domingo, 25 de outubro de 2009

da Inteligência.


Puxa, uma semana sem postagem, numa semana bem corrida, diga-se de passagem onde durmi bem pouco, a ponto de no sábado simplesmente capotar e dormir como uma pedra depois de ficar conversando com a minha menina no escaipe. =)

Hoje então vamos lançar um pensamento meigo para começar a semana.

Vejo alguns professores, ou já senhores, daqueles que conquistaram muitas coisas na vida sempre ostentando bastante. Vide senhores, digo pessoas quase idosas mesmo, cursando faculdades. Acho uma coisa deprimente na questão que diz respeito de fazer pose com toda sua larga experiência. Você pode ser mais que o outro em uma questão, mas mesmo com simplicidade você pode mostrar todas suas glórias sem parecer melhor que o outro. Acho que esse será o grande desafio de quando todos nós sermos vovôs e vovós, daqui a um bom tempo.

Gosto muito de um texto de Platão, onde ele dá uma aula a um escravo. Nele, um belo dia, um grande rei (do qual esqueci o nome) estava conversando com Platão, e dá a entender que este diz que todos nós - seres humanos - somos iguais em termos de raciocínio. Todos nós temos um cérebro, temos como assimilar conhecimentos e refletir em cima deles.

Logo, qualquer pessoa tem a capacidade de aprender qualquer coisa.

Pra mim, que sempre tive uma estranha relação com a inteligência, vendo isso consigo entender bastante.

Quando era pirralho, sempre fui o mais esforçado na sala de aula. Papai queria que eu fosse esforçado, trabalhador e mulherengo. Dos três, só o primeiro vingou. Sempre tive um fascínio pelo conhecimento, embora eu morando na periferia de São Paulo, onde as pessoas percebem que se você virar um bandido sem estudo você ganhará muito mais dinheiro do que ele que estudou e ganha quinhentos reais nas Lojas Americanas, enfim...

Porém, mesmo assim tinha que estudar, hehe. E por ser um bom aluno em tudo (tudo mesmo!) tinha que ás vezes ensinar os outros alunos e ajudar o professor. Porém, mesmo eu tendo esse "talento", nunca ostentei nada - e até hoje, não me acho melhor que ninguém. No trabalho, quando estou desenvolvendo alguma peça de design, o pessoal acha sempre o máximo, embora pra mim não seja lá essas coisas. Digo, porque eu aprendi a desenvolver aquilo fácil fácil, então não me recuso em sentar alguns momentos e tirar-lhes alguma dúvida ou ensinar algum comando de algum programa que lhes venha a ser útil.

Entenda que conhecimento de não muito serve se não for espalhado. Se hoje fazemos aviões de papel que planam por um certo momento é porque lá atrás teve um homem chamado Santos Dumont que inventou um troço chamado "avião", e divulgou essa coisa pra todos. Óbvio que segredos militares entram aí, mas o ser humano tem uma capacidade incrível de inteligência, desde o mendigão da Liberdade até o mais alto executivo da Volkswagen.

A capacidade de assimilação é uma das coisas que mais torna igualitária a existência humana.

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