domingo, 28 de fevereiro de 2010

Tudo o que faz, volta contra você.

Devemos fazer coisas boas pra colher bons frutos. E por mais que a pessoa esteja mergulhada na escuridão, é possível que ela venha para a luz e vice-versa. Somos influenciáveis como pêndulos. O ser humano em si é um bicho deveras fácil de saber como irá reagir.

Me pergunto se é por causa dos atores. Respeito muito a classe dos atores, afinal eles vem desde a época dos antigos gregos, mas será que eles cada vez mais limitam o ser humano em emoções cada vez mais definidas, quadradas? Quando ficamos com raiva cerramos os olhos, bufamos e rangemos os dentes. Quando estamos tristes, arqueamos as sobrancelhas, levamos nossa boca pra baixo. Quem está fora desse círculo dificilmente vai ser assim. Pessoas podem demonstrar com um sorriso mas na verdade estão com raiva. Podem estar normais, mas por dentro estão chorando.

E esse signo fica, não talvez porque isso seja do "ser humano", mas talvez porque nos foi colocado que nosso rosto ficará de tal maneira quando ficarmos tristes. Uma coisa não se repete com espirros. Cada um espirra de uma maneira, e muitos espirram de várias maneiras. Embora o "atchim" tenha ficado como símbolo pertinente do som de um espirro, não é exatamente o que vemos por aí quando jogamos pimenta nos narizes dos outros.

Comecei a seguir o budismo, e sinceramente vejo que não será lá um grande bicho de sete cabeças. Estranhamente o que pras outras pessoas é algo muito difícil - isso é, fazer o bem ao próximo sem esperar nada mesmo - pra mim é algo simples. Me orgulho de ser uma pessoa sincera, e atualmente só ter inimizade com duas ou três pessoas no máximo - isso porque são seres que na minha visão de mundo não tem jeito mesmo.

Os vejo como pessoas tristes no fundo, que gostam de provocar as pessoas, mas francamente não penso besteira deles. Sei que no fundo são pessoas tristes, mundanas e com uma visão muita baseada na calúnia e difamação. São pessoas as quais posso fazer nada, exceto esperar que acordem pra si mesmos e vejam o mal que estão trazendo pra si próprios.

Nunca fui assim. Não apenas pela minha criação, mas a minha idéia de bem ou mal não é baseada em dogmas, mas sim em "é bom quando faz bem pra mim, é ruim quando faz mal". Se praticar o bem me faz melhor, então é por esse caminho que sigo.

Me dou bem com todos exatamente por ser sincero, fiel e amigo. E sei que não tenho maturidade pra aguentar traições por enquanto, mas pretendo desenvolver. Desde a adolescência seguia os passos do Buddha Shakyamuni, mas não pelo imenso credo que leva seu nome, mas pelos seus ideais. Quero encontrar a minha resposta para o mundo e entendê-lo. Andar nos passos dele.

Exatamente como ele, quero uma iluminação, quero procurar respostas para as minhas perguntas. Quero não pensar tanto em divindades, mas no ser humano. Não quero ser um bodhisattva, nem nada do gênero. Não quero fundar crenças nem tampouco ser reverenciado, embora acredite que querendo ou não as respostas que encontrar sejam úteis não apenas pra mim, mas pros meus semelhantes.

Ao menos desde a adolescencia, naquela fase bizarra, sempre fui interessado, e sei que naquela época eu estaria muito mais pronto pra fazer algo que hoje seria bem mais difícil - largar tudo e ir atrás de respostas pro que eu quero saber. Fui ficando velho e fui entendendo o mundo, e hoje vejo que o que mais deveria ter guardado dentro de mim seria essa falta de significado com o mundo.

Aí teria perguntas, e elas me levariam a respostas.
Algo assim.

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