domingo, 8 de agosto de 2010

Fui contratado. E agora?

(título mais clichê do escambal...)

Recebi a proposta de uma efetivação no trabalho. Pra quem não sabe, sou um estagiário. Naquela mamata das seis horas diárias, porém um salário bem pequenino. Recebi um aumento no começo de julho, comecei a trabalhar mais no "cerne" da comunicação do local onde trabalho, uma vez que meu supervisor havia sido demitido assumi todas as tarefas desde então.

No começo foi medo, muitas incertezas, mas logo nos primeiros dias vi que não deveria ter medo, deveria encarar de frente. E então fui. Foi um mês de intenso trabalho, muitas pendências, atividades, mas acima de tudo muito, mas muito aprendizado.

Na terça-feira recebi a proposta da minha nova supervisora: Efetivação. Estão gostando do meu trabalho, estão vendo meus esforços e resolveram me compensar. Oito horas, quase o dobro do salário, benefícios... Além do registro. Na hora tive um medo. Hesitei.

Na verdade, nem sei porquê estou escrevendo isso. Amanhã farei um exame médico admissional, na terça-feira será meu primeiro dia oficialmente de ex-estagiário. Estou cheio de incertezas na frente, é verdade, mas apenas as palavras de uma amiga - cujo não converso há décadas - que estão ecoando na minha mente.

Isso faz muito tempo.

De frente pra janela lá estava eu, deprimido, cabisbaixo. Não queria fazer nada. Sinceramente até hoje (e nem antes) nunca me importei de morrer ou não. Se eu for assassinado, pura sorte. Se tiver que viver, tenho que viver.

Não tinha muitas perspectivas de sonhos, nem nada do gênero. Só vivia o hoje, o agora, exatamente pois aquele "agora" eu esperei assiduamente durante toda minha infância, logo eu me proibia de pensar no "futuro". Me sentia um pouco triste e incapaz, mas tinha dentro de mim uma grande insegurança.

"Você tem que tentar. Se ficar aí parado sem fazer nada vai acontecer também". E na hora, passou várias coisas na cabeça. Como aquele garoto de antes, super tímido, gordo e feio, se transformara naquele cara bonitão que vê no espelho? Foi fechando a boca e entrando num regime, foi mexendo na sua aparência física tornando mais atraente, irradiando confiança e tudo mais. Poderia continuar, mas se todo aquele esforço acabasse por ali seria algo muito chato.

Então o jeito é encarar de frente, e torcer pra que dê tudo certo. E mesmo que as coisas não dêem certo, não pode negar que não tenha tentado. Desistir sem tentar que seria o mais prejudicial. E a vida é cheia de montanhas, de altos e baixos, de Everests e K2 a serem escalados. Senti a mesma coisa em julho, agora em agosto com essa efetivação sei que não será nada demais.

Afinal é mais uma montanha.
No rain, can't get the rainbow.

1 comentários:

Cris disse...

querido, já deu tudo certo. O seu esforço é notável e merecia sim ser reconhecido.
Bem vindo ao mundo adulto!
beijossssssss

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