segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Peraí, Capitão Nascimento, não é bem assim...

O Rio de Janeiro está um caos. Os palestinos da Vila Cruzeiro estão atacando os judeus ricões que moram em Copacabana. A mídia então cai em cima, com um sentimento de que "Tudo irá terminar bem, acabaremos com o tráfico na base da repressão, assim como acabamos com os Palestinos, com os Bascos, com os Tibetanos e outros grandes exemplos que o mundo nos ensina".

Coincidentemente, os palestinos, bascos e tibetanos continuam aí, firmes e fortes, matam quinhentos de uma vez, os três que sobrevivem criam um exército de setecentos alguns meses depois. E assim caminha a humanidade.

Vai dar certo? Vai nada, acordem. O povo prefere investir numa polícia do que resolver o problema a longo prazo, destruindo as favelas, criando ruas, entre outras boas soluções. Brasil sempre foi um país de soluções emergenciais, um país que revencia o Bolsa Família, a mesada do governo, ou então que prefere investir milhões em segurança do que atacar o problema na raíz: aumentando o salário, dando condições bacanas de vida ao povo carente e claro, acabando com o tráfico de drogas.

Policiar fronteiras? O escambal. Todos sabem que muita droga também é plantada e cultivada no Brasil. Hipocrisia.
Invadir o complexo do Alemão? De nada adianta, se o PAC ainda está no inicio do começo pra reabitar o local.

O que mais me dá raiva é como os jornais transformam nisso num espetáculo. Não são poucas pessoas que vêem a situação do Rio como a de uma faixa de gaza, como se fosse um país longíquo daqui. Assim, fazem as pessoas entrar em pânico e se trancar em casa, chamam de terrorismo o que não passa de churrasquinho de duas dúzias de Corsas (o carro). Vide os ataques do PCC em São Paulo, em 2006. Eu moro no Capão Redondo, lugar onde afirmavam que era a morada do Primeiro Comando, sobrevivi, e não vi porra nenhuma na rua. Nem bandido, nem policial, muito pelo contrário. Todos estava fechados dentro de seus recintos com medo de sabe lá Deus o quê. Tudo porque atearam fogo em alguns ônibus. Mas a imagem do ônibus sendo queimado com a narração do Hermano Henning dizendo que eram atentados terroristas se fixou na cabeça das pessoas de tal maneira que tinham expectadores que vinham pessoas dentro dos ônibus.

E os bandidos esvaziavam os ônibus antes. Alguns davam até o endereço de onde o ônibus seria incendiado.
Agora me fala, que "terrorismo" é esse? Terrorismo de jornalista, só se for!

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