domingo, 20 de fevereiro de 2011

Nosso mundo é muito limitado.


Estava fazendo a barba agora e pensando. Tem muita gente nesse mundo. E embora hoje em dia tenhamos coisas como internet, que interliga todas as pessoas sem a necessidade delas estarem no mesmo espaço para conversarem, parece que nosso mundo ainda assim é muito limitado.

Afinal, o mundo não é o que vemos no mapa, ou naquele globo que simula a Terra. Nosso mundo é muito limitado, e se resume às pessoas que conversamos, que mantemos contato, que ao menos vimos uma vez na vida, ou que veremos num futuro. Pode ser 100, 200, 500, 1000 pessoas que você se lembre. Mas será que você seria a mesma pessoa se não tivesse interagido com essas pessoas?

Fiquei abismado quando abri meu orkut e vi que tinha pessoas que eu nem mais fazia idéia de quem seria. E olha que ali tem aproximadamente 200 pessoas.

Nem fazer idéia de quem seja é complicado. Não é nem o papo de "ah, conversei com essa pessoa duas ou três vezes", não. São pessoas que de fato eu tenho idéia de quem seja.

Uma vez no trabalho fui cobrir um evento, que tinha entre palestrantes, muita gente boa na área da educação, saúde e direito penal. Como eu era do staff, alguns deles tive o privilégio de bater um papo no almoço, afinal eles não conheciam São Paulo e tive que levá-los para almoçar.

Se eu não tivesse trabalhando onde trabalho, não tivesse os conhecimentos que tenho, enfim. Tudo foi como uma espécie de tijolo sobre tijolo, provavelmente eu nem teria idéia que eles existiam, tampouco bater um papo com gente tão inteligente. Não estou dizendo do fato do conteúdo desse bate-papo, mas apenas o fato de ter a chance de conversar com os mesmos.

Eu ás vezes fico observando as pessoas na rua, nos pontos de ônibus, em qualquer local. Se não é uma oriental magnífica que eu devo estar babando ou tentando puxar conversa pra conseguir alguma coisa, fico pensando como seria bacana se eu chegasse na pessoa e falasse: "Ei, quer conversar um pouco?".

Provavelmente sairiam coisas bem bacanas. Nem se fosse só pra ficar ouvindo, sei lá.
Talvez um desejo imenso de conhecer cada vez mais pessoas. Meio bizarro, mas sei lá, é uma possibilidade!

Meros transeuntes.

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