terça-feira, 12 de julho de 2011

Um mês formado.

Não é exatamente um mês. O dia 15 de junho ficará marcado na minha memória pra sempre.

Em março, quando fui pro interior, em pleno carnaval com um Mac na mão, e na outra livros pra fazer meu TCC, decidi ali que seria o último dia que faria a barba. E deixaria ela crescer até que tudo da monografia acabasse. Ontem depois do banho, me olhei no espelho, peguei o prestobarba e tirei ela fora.

Nem eu lembrava mais como eu era sem barba. Cinco meses barbudo.
Também não sei porque resolvi tirar fora justo ontem. Tanta coisa passou, não?

Não deu nem mesmo um mês e tenho dois grandes questionamentos. O primeiro é: Será que vou ficar burro sem ir pra uma faculdade?

Já trabalhei com muitos retardados com pós graduações. Pessoas encostadas, jovens afim de apenas ganhar dinheiro e achavam que tinham estudado demais. Gostaria de ser um Heródoto Barbeiro, com umas 40 faculdades nas costas. Não pelo currículo, não pra exibir. Mas pelo simples prazer que o conhecimento traga.

Eu via essas pessoas, muito burras e com um diploma em mãos e pensava se eu seria assim no futuro. Se me acostumaria a ganhar algum salário comum, se acostumaria a ver o tempo passar e meus filhos crescerem, se ia ter preguiça de aprender algo novo ou dar um update na carreira. Independente dos motivos que venham a aparecer como pedras no caminho.

O segundo é: o que o futuro me reserva?

O que vejo é um mar de dúvidas, de interrogações. Não que nunca foi assim antes, mas agora é mais. Tanta coisa passou, tantas pessoas passaram e foram embora, tantas outras apareceram e muitas aparecerão. Deixar a barba crescer foi apenas um símbolo de um pedaço da minha vida, um pedaço frustrante, difícil mas ao mesmo tempo recompensador.

Como será que estarei daqui a, sei lá, dez anos? Quando terminei o colegial tive essa mesma dúvida. Hoje vejo que exatamente a mesma sensação voltou hoje. Quando olho pra trás, vejo tanta coisa que aconteceu, tantas pessoas que conheci, que não imaginava que tanta coisa aconteceria em seis anos.

Tenho muitas dúvidas acerca dos anos que virão, e por mais que tentei encontrar uma resposta, somente encontro uma: Siga em frente, e veja o que irá acontecer com meus próprios olhos.

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