quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Uma questão de simetria.


Fui no Mercadão Municipal paulistano e tirei essa foto acima. Mesmo pra uma proporção retangular, a foto encaixou-se perfeitamente no quadro. Não fiz nenhum corte nela.

Lembrei de como nascemos com noções de simetria e como o mundo com imagens irregulares nos fazem perder um bocado dessa noção. Ou não!

Quando era pequeno, bem pequeno, lembro de ter visto um amigo do meu pai que não tinha um braço. Lembro que aquilo causou uma imensa estranheza, pois sabia que estava faltando algo ali, sabia que era um braço, mas não entendia o que me incomodava tanto.

Talvez quando somos crianças vemos o mundo com mais detalhes, mesmo que a gente não perceba. Nós temos mais capacidade de assimilar as coisas, aprender, e capturar detalhes. Eu, que era uma criancinha, mal tinha visto alguém tão diferente, sequer tinha percebido que era uma questão de simetria dentro do pouco que eu havia reconhecido do mundo.

Simetria é a nossa capacidade de completar as formas. Por exemplo, uma pessoa de frente se você fazer uma linha imaginária do meio da testa pra baixo vai ver que os dois lados são iguais. A gente vê simetria em carros, prédios, até mesmo em celulares, mesas, cadeiras, por mais irregulares que sejam. Em todos os objetos do cotidiano se você dividir no meio vai ver que o lado direito é exatamente igual ao lado esquerdo.

É uma "boa forma". Na gestalt de Groupius fala muito disso.

Um caso engraçado: uma vez um amigo perdeu uma aposta e teve que depilar apenas uma sobrancelha. Ficou muito estranho, ele dizia que as pessoas olhavam pra ele com uma cara de que estava faltando alguma coisa. Simetria é uma das coisas que estão impregnadas no nosso cérebro e que são difíceis de se perder ou de se atualizar. Conceito interessante!

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