sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Spin-off - Aquela que amarga. Aquele que adocica.

"Eu não aceito... Não aceito que você tome as decisões como essas sem me chamar!", Émilie disse, elevando o tom de voz.

"Querida, calma, não precisa falar tão alto, estão todos olhando pra gente!", Arch disse, sem jeito, tentando acalmar sua esposa, depois prosseguiu, "Se quiser, vamos conversar em casa. Desculpa! Você sabe que isso é tudo o que eu queria".

Os dois continuaram a discussão, porém em alguns minutos Émilie não aguentou mais, bateu na mesa com força, empurrando-a, derrubando tudo o que tinha. Saiu andando até a saída, enquanto Arch permanecia sentado no mesmo lugar, cabisbaixo. Pegou um táxi e foi embora.

Mais ou menos uma hora mais tarde, Arch tocou a campainha de casa. Estava sem as chaves, pois estas estavam com a Émilie. Ela espiou pelo olho mágico, e viu seu namorado do outro lado, sorrindo e pedindo desculpas.

"Não... Não te desculpo!", ela disse, teimosa e... Manhosa.

"Vamos, amor... Eu juro que vou te contar tudo. Sim, sim, sei que uma decisão dessas era melhor a gente tomar junto, mas tenho algo que irá justificá-la, prometo!", Arch disse, sem jeito e sorrindo.

Aquele sorriso de Arch era sedutor pros olhos de Émilie. A francesa não sabia que tinha, se era o balançar da cabeça, o olhar, as risadinhas que ele dava depois ou o charme. Foi aquele sorriso dele que a conquistou, e foi o sorriso dele que a fazia se apaixonar mais e mais vezes por ele, todos os dias. Arch provavelmente não sabia. Ou se sabia, fingia não saber.

"Émilie, lembra de quando nos conhecemos? Eu achava você tão séria, mas hoje, olhando bem, acho que você é mais que perfeita pra mim. Nós crescemos juntos, somos felizes, e não estou mentindo se eu dissesse que você é a pessoa mais importante pra mim", Arch começou. Enquanto falava ouvia os trancos da porta abrirem, e Émilie abrir apenas uma fresta, olhando-o com as mãos pra trás e sorrindo a cada término de frase.

Arch prosseguiu:

"Meus pais sempre foram duros comigo. Eu sempre fui sozinho de boa, mas acho que chegamos a um ponto em que simplesmente não consigo mais viver sem você. Eu nunca pensei em me relacionar com nenhuma garota antes, até encontrar você. Você trouxe algo pra mim que nenhum livro, nenhum professor, nenhum dinheiro, nada pode trazer", Arch concluiu.

Quieto, mostrou que escondia um grande ramalhete de flores, e entregou pra Émilie. Ele apontou no meio das flores pra ela ver algo, mas já era tarde. Émilie pulou nos seus braços, e minutos depois os dois já estavam no sofá mesmo fazendo amor como se não houvesse amanhã.

Depois do êxtase, os dois ficaram olhando pro teto. Arch foi devagar até as flores e tirou de lá uma caixinha.

"Você foi tão rápida que nem me deu tempo de mostrar isso que apontei", Arch abriu a caixa. Um anel dourado de noivado.

Émilie ficara sem palavras. Tão nova, casada? Mas ela sabia que era Arch. E vice-versa. Um pedido de casamento, naquele momento, nús depois de fazer amor?
Seria bem a cara de um casal de uma donzela salgada de um rapaz doce. A garota do queijo havia encontrado o rapaz da goiabada.

Um casal diferente da maioria. Um casal único.

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