terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

A questão é disciplina. A educação nem tanto.

Ontem fui fazer pilates e tinha uma peituda lá com braços bem definidos. Como ela estava na frente eu, todo meninão, puxei assunto. Ela, bem simpática, uma mulher com quase 40 anos que eu não dava mais de 25 pra ela. Disse que era bem disciplinada nos pilates.

Fiquei pensando... Disciplina?

Eventualmente nossos avós contam que a educação na época deles era melhor. Não faz tanto sentido se levarmos ao pé da letra. Considerando o avanço tecnológico até hoje, a internet, o conhecimento difundido, seria difícil imaginar que eles soubessem mais que nós naquela época.

Por essas e outras, levando em conta a peituda do pilates e nossos avós, o que caiu em declínio não foi a falta de conhecimento, mas sim a disciplina. Educação sem disciplina é nada, você só consegue atingir quem é interessado no assunto - quem em geral tem disciplina.

Como eu sempre estudei em escola pública, sei como é isso melhor que ninguém. No colégio tinha uma professora, chamada Olga. Mulher baixinha, cara de poucos amigos, muito, muito, muito, muito inteligente. Ela ensinou algumas lições pra mim que até hoje eu sigo.

Logo no primeiro dia ela dividiu a sala em grupos e disse que seriam naqueles grupos que trabalharíamos o ano todo. E teríamos que gerenciar os trabalhos, as provas, as redações, tudo. Tínhamos medo dela. Ela era muito disciplinada, nada a abalava e, por incrível que pareça, até os bagunceiros na aula dela se esforçavam. E por mais difícil que tenha sido, todos se esforçaram, todos aprenderam as matérias e no final ninguém foi reprovado. Isso! NINGUÉM!

Seu conhecimento da matéria era comum, nada demais. O diferencial era a disciplina.

Tinha um professor que era muito preguiçoso, e sua aula era cansativa e desestimulante. Uma vez a própria Olga disse "Vocês sabem como esse professor dá aula, não sabem? Agora me digam uma coisa, se vocês tivessem um filho, em que escola vocês colocariam? Na minha escola ou na dele?". Ela era assim, grossa. Mas ninguém na sala teve coragem de dizer que seria na dele.

Escola não acaba sendo prioridade. O governo quer você como peão e não como um pesquisador, ou doutor. E não apenas isso, as pessoas não querem estudar mais. Seja pela dificuldade, pela falta de estímulos ou por qualquer coisa. Por isso a escola fica em segundo plano. Deixa de se existir a disciplina. Não duvido que os professores de hoje tenham tanto ou até mais conhecimento que os antigos. Só que com pessoas que não levam a sério um trabalho esforçado, onde vamos parar?

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