terça-feira, 25 de junho de 2013

A parte de mim que morreu há 4 anos.

Há quatro anos uma parte de mim morreu...

Michael. Tudo começou como quase todo mundo, primeiro um "eu curto ele", depois um "sou fã desse cara", mas pra mim foi muito mais que isso. Michael Jackson foi um exemplo pra mim, alguém que eu seguia os passos, alguém que me inspirava.

Ele me ensinou a ser forte. Ter um pai como Joseph Jackson não deve ter sido fácil. Assim como ter um pai como o meu também não foi fácil. Eu via como o Michael tinha sido forte, tinha sobrevivido a uma criação rígida, com um pai que o humilhava, o chamando de fracassado, inútil. Um pai que pegava no pé, mas se não fosse por toda essa rigidez e, acima de tudo, se não tivesse sido forte o suficiente para superar isso - e não usar como uma desculpa para tratar com violência seus filhos Prince, Paris e Blanket - ainda tratar os filhos com amor e carinho incondicionais é um exemplo que eu sempre tive. Quando ter meus filhos quero ser igual o Michael.

Me ensinou a ser original, e construir seu próprio estilo. Nisso, Michael sempre foi um gênio. A luva prateada em apenas uma mão (Billie Jean), o mafioso nos bailes estilos anos vinte (Smooth Criminal), o mundo único da capa do Dangerous que dispensa comentários, ou mesmo o rancho quase místico Neverland. Uma mente sem barreiras para a criatividade. Pensar no impensável, idealizar, mesmo pegando elementos de algo que adorava, como o Fred Astaire, e criar algo além disso, o estilo Michael Jackson. Me inspira na minha profissão.

Me ensinou a tomar cuidado com jornalistas, especialmente os sensacionalistas. Me ensinou a tomar cuidado para que seu sucesso não o faça ser uma máquina de dinheiro, como ele que sempre se recusou a ser marionete do Tommy Mottola, ex-presidente da Sony, sua gravadora. Infelizmente Michael depois da sua morte virou uma mercadoria, games, músicas inéditas, shows. Como a própria Katherine Jackson, sua mãe, disse na época do funeral: Isso tudo vai virar um circo (comercial) depois da sua morte. E virou.

E ele, indiretamente me fez conhecer o budismo. Outra coisa que hoje em dia não me imagino sem. Mas essa é outra estória!

No domingo estava assistindo um documentário da galera que estava fazendo aquele "The Immortal Tour" do Cirque du Soleil. Difícil não se emocionar. Embora nunca tenha conhecido o Michael, eu era mais que um fã. Ele era um amigo que eu nunca tive. Alguém puro como eu, que eu conseguia enxergar a pureza nos olhos. Ele nunca foi pedófilo. Com um pouco de pesquisa é fácil de descobrir que as alegações de 1993 foram armadas pra conseguir arrancar dinheiro dele, e as últimas também tiveram o mesmo desfecho. As pessoas vêem o que os jornalistas querem que vejam, infelizmente.

Mas eu pensava que aquilo seria a reviravolta dele, sabe? Pensava que ia voltar a ver aquele Michael feliz, fazendo os outros felizes.

Porém, ele morreu.
Uma parte de mim morreu há quatro anos.
Mas outra se tornou imortal. =)

Você faz falta, Michael.

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