quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

A resolução pra vida inteira.


A primeira vez que roí unha foi mais ou menos em 1998. Eu tinha dez anos, e experimentei comer uma "pelezinha", e comecei roendo apenas as cutículas.

E foi assim durante um bom tempo. Alguns meses. Aí passei pra próxima fase, e comecei a roer a unha. Mesmo eu como uma criança - e como adulto - sabia que isso era errado. Roer e comer a unha.

Ao contrário do que muitos me diziam, nunca tive problemas de estômago por conta de toda aquela sujeirinha preta e salgadinha que tinha embaixo da unha. E foram várias tentativas de parar de roer as unhas. O máximo que durou foi uma vez que tentei por três semanas.

Eu lembro que na época eu fiquei meio louco. Acho que roer a unha era uma maneira de liberar o estresse, e quando eu parei, comecei a descontar em todo mundo na minha volta.

Quando fui pra Chicago, eu lembro que nos dias em que estive lá eu não roí as unhas. Quando voltei ao Brasil e me dei conta achei que era o momento de enfim parar de roer as unhas. E foi indo, dia após dia. E já se foram quatro meses sem roer a unha. Pra quem roía as unhas todos os dias desde os dez anos, é uma façanha e tanto!

Mas a tentação é grande! Especialmente vendo filmes, na hora do clímax. Agora mesmo estou assistindo ao final de Alice no País das Maravilhas de Tim Burton, e sem perceber, acabo levando o dedo na boca. Aí o jeito é lembrar "Mas você não rói mas unhas!" e tirar o dedo da boca por livre vontade.

Acho que será um belo exercício e treinamento pelo resto da vida. Mas vamos seguindo!

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