terça-feira, 26 de agosto de 2014

Doppelgänger - #35 - HURRICANE VENUS.

Agatha embora pudesse se mexer, não conseguia.

Já Victoire queria se mexer, mas não conseguia.

“Sabe, Agatha”, disse Sara, “A mente humana é um negócio muito legal. E acho que pra se maravilhar com o comportamento dos nossos pensamentos nem é preciso saber ler mentes. Você pode sim se mexer e me parar, pode levar um tiro, e não ser tocada por mim. Mas ainda assim você resiste. Sabe, não faz muito sentido!”.

Sara deu um risinho. E começou a desabotoar a roupa de Agatha. Jogou o cachecol dela fora, desabotoou a camisa e viu o sutiã dela – um modelo um tanto sensual, com feixe na frente – exatamente do tipo que deixa qualquer homem louco.

“Que seios lindos, Agatha. Realmente você se cuidou bem na prisão. Eu sabia de longe que eles eram firmes.”, disse Sara, aproximando a boca dos mamilos, e sugando-os com bastante carinho.

Victoire ainda não conseguia se mexer. E pior, parecia que a concentração de Sara ao controlar seu corpo parecia mais forte ainda. Seu corpo não mexia um milímetro, e continuava apontando a arma pra cabeça de Agatha. Sara passou pro outro seio, afastando calmamente o sutiã. Começou com carícias com a mão, e depois de instantes lá estava ela com a língua de novo.

“Você é tão cheirosa, Agatha. Tenho inveja dos homens que comem você. Queria ser um homem e comer você agora, mas acho que daqui a pouco o idiota do Ar vai me mandar cair fora, e como eu tenho vocês aqui comigo, vou mostrar um pouco de serviço”, disse Sara.

Nessa hora ela deu um empurrão em Agatha, que bateu na parede com força e caiu. Parece que Sara não conseguia controlar seus movimentos como conseguia com Victoire. Ainda tentava recobrar a respiração depois do impacto quando viu Sara olhando fixamente para Victoire, que continua com o corpo paralisado segurando a arma.

Victoire parecia estar entrando num transe pela força psíquica de Sara. Agatha via que Sara não mexia um músculo, mal parecia piscar. Foi aí que algo inesperado aconteceu.

“Vamos começar com essa francesinha de bosta”, disse Sara.

E Victoire, sem o controle dos seus movimentos, levou a arma à sua própria cabeça. Sara tinha feito isso para que ela mesma tirasse sua própria vida.

“Merda!!”, gritou Agatha, “Victoire, não faça isso, resista!!”.

Mas era tarde. O dedo estava no gatilho e com uma pequena força foi puxado. A arma estava engatilhada e fez um barulho, um clique mais alto e sonoro. Mas foi apenas um clique. Não foi o som de um disparo.

A arma não estava com munição.

Sara conhecia pouco de armas, e não entendera porque aquilo acontecera. Será que tinha dado algum problema da arma? Ou será que havia emperrado? Armas emperram? Ela realmente não sabia de nada.

Mas antes que ela tentasse entender o que estava acontecendo viu Agatha correndo em sua direção e não deu tempo pra nenhuma reação. Agatha havia lhe acertado com a mão fechada no seu rosto, um belo soco cruzado.

Victoire conseguiu o controle do seu corpo de volta, e viu que Agatha se jogou com ela em um monte de roupas e lençóis lavados, logo Agatha estava desferindo fortes golpes em Sara e Victoire conseguia ver nada.

Porém, Victoire viu depois de alguns segundos Sara saindo daquele monte de roupas, um pouco ferida, mas distraída. Foi aí que Victoire foi pra cima dela com uma rasteira, jogando-a no chão. Começou a então a luta entre Sara e Victoire.

Ao cair no chão Victoire foi com o cotovelo dar um golpe no rosto de Sara, porém ela desviou no último momento.

Nossa, ela luta bem pra uma telepata!, pensou Victoire.

Sara rapidamente se recompôs, e estava de joelhos. Victoire deu um impulso e foi com o punho fechado em direção do rosto de Sara, dando-lhe três golpes certeiros. Direita, esquerda, direita, jogando Sara em uma estante, quebrando todos os vidros dela.

Venha ler minha mente agora, sua vadia!, pensou Victoire.

Sara se apoiou na parede e deixou os pulsos em defensiva, na altura do rosto, para protege-la. Victoire fingiu um golpe por baixo e quando Sara abriu a defesa ela enfiou um golpe frontal na direção do rosto de Sara.

O que ela não contava era que a própria Sara pararia o golpe com a mão, torceria o braço de Victoire fazendo ela se virar, e aplicaria uma chave no pescoço da mesma. O braço estava firmemente imobilizando Victoire por trás no pescoço, que tentava de alguma forma de desvencilhar do forte golpe de Agatha dera nela.

Peraí... Agatha?

“Victoire!”, gritou Agatha, enquanto imobilizava Victoire, “Sou eu, sua tonta! Você ainda não tá me ouvindo?”.

Victoire não entendia nada. Ela estava batendo na Sara, como que agora era Agatha que estava aplicando a chave no pescoço dela?

“Agatha...? O que aconteceu?”, questionou Victoire.

“Sua idiota!”, respondeu Agatha, soltando Victoire, “Quando eu golpeei a Sara e caímos naquele monte de roupas, fui eu que consegui sair primeiro. Mas ela deve ter confundido sua mente, e feito você pensar que estava com a Sara na frente, quando na verdade era eu! A gente que ficou lutando aqui, mas você pensava que eu era a Sara!”.

Victoire olhou pro rosto de Agatha. Sentiu muita vergonha de si mesmo. Por mais que Agatha fosse ainda uma insensível e uma biscate na opinião dela, ela ainda a considerava uma amiga, uma pessoa que a entendia.

“Ai, ai...”, disse Agatha, relaxando um pouco, “E no meio dessa confusão, a Sara escapuliu. Saiu toda ensanguentada, mas quem no final que levou a surra fui eu. Realmente... Esse rostinho angelical esconde uma força do demônio. Você é muito mais forte do que eu...”.

Lágrimas caíam do rosto de Victoire.

Naquele momento ela parecia uma menininha que não sabia como pedir desculpas pela merda que fizera.

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