terça-feira, 25 de novembro de 2014

Compaixão não é passividade.

Budismo lida muito com compaixão. Mesmo eu há anos praticando tenho uma dificuldade das minhas heranças cristãs de sempre ver muita penitência e punição. Mas estamos em desenvolvimento pra melhorar isso!

Esses dias li uma reflexão muito boa do Dalai Lama num livro: compaixão, um dos fundamentos do budismo, não é um sentimento passivo. Normalmente vemos a compaixão como algo totalmente passivo, isso é, algo muito mais interno do que externo, algo para se receber e não para se oferecer.

Mas compaixão na verdade é um sentimento bem ativo. Compaixão é a mistura de empatia e sabedoria.

Empatia, pois devemos nos colocar no lugar da outra pessoa. Não confundir com simpatia. Simpatia é você pensar que sente o que o outro sente, mantendo uma distância, sem se envolver. Mas empatia é você ir no buraco com a pessoa, e realmente fazer um esforço sincero em entender o que o outro sente, por mais que isso te faça também passar mal como ele.

E sabedoria, pois somente com sabedoria conseguiremos oferecer o melhor conselho para a pessoa. Precisamos de repertório, de conhecimento.

Compaixão é a vontade de ver os outros livres do sofrimento. Por isso não é algo passivo: precisamos da empatia para nos colocarmos no lugar da pessoa, e sabedoria para oferecer a palavra ou atitude mais sábia para guiar essa pessoa. Com esses dois elementos poderemos oferecer um caminho para ajudar os outros a se libertarem.

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