quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Doppelgänger - #106 - O estupro.

Agatha estava chegando na sede da Yard, em Westminster. Sua imponente fachada de vidro parecia mais escuro ainda por ser noite. Na porta o logo "New Scotland Yard" mostrava que aquele não era local de brincadeira. Estava no covil da serpente. E dessa vez talvez teria que ter mais sorte ainda pra ser novamente salva pelo Al e escapar dali viva.

Agatha foi levada, algemada, pro sexto andar. Dois fotógrafos da imprensa estavam lá esperando, e provavelmente teriam uma manchete bombástica pela frente: Traficante de armas holandesa foi capturada em Londres. Ou algo parecido com isso.

A sala que deixaram a holandesa tinha espelhos imensos na parede. Claro que estavam sendo observados do outro lado. Haviam escutas por toda a sala.

Bom, acho que agora tanto eu quanto o Lucca estamos fora do jogo. Bem... Foi divertido. Foi bom sair da prisão e tomar um ar aqui fora. E acho que ajudei bem. Espero que o Al consiga acabar com essa coisa toda, pensou Agatha.

Nessa hora o capitão Dawson entrou na sala com mais três policiais.

"Ora, ora. Algemada. Isso é meio que um fetiche meu, sabia?", disse Dawson.

Agatha olhou pra baixo e soltou um riso irônico.

"Fetiche todo mundo tem. Quero ver encarar uma mulher de verdade, ao invés de ficar batendo punheta imaginando estar fodendo alguém", disse Agatha.

"Sua idiota!", disse Dawson, dando um potente soco em Agatha, jogando-a no chão, "Você vai morrer aqui mesmo!".

Agatha, algemada, virou e encarou Dawson, no chão.

"É fácil derrubar alguém sentado numa cadeira vagabunda dessas e algemada. Mas como eu sempre disse, só tenho a aparência externa de uma mulher. E, sendo bem sincera...", disse Agatha, se erguendo, "Esse seu soco não doeu nada. Você é um homem por fora e uma menininha por dentro. Bate fraco pra caramba".

"Venha cá, sua vagabunda!", gritou Dawson correndo em direção de Agatha.

Dawson foi pra cima de Agatha querendo dar outro soco. Agatha desviou apenas dando um passo pro lado. Deu então uma potente rasteira em Dawson que caiu no chão, e com ele no chão ela deu uma forte joelhada no estômago do velho.

"Não fique me menosprezando porque por fora eu sou mulher. Eu não sou fraca. Você deve saber muito bem que eu derrubo caras bem maiores e fortes que você. Cinco ao mesmo tempo. E eu nem precisei tirar essas algemas. Humilhante, não?", disse Agatha.

"Ah é? Vamos ver então. Venham aqui vocês dois, agora!", gritou Dawson, chamando os dois guardas, "Tirem as algemas dela, e dêem uma lição nela! Quero que batam nela até morrer!".

Os guardas vieram e tiraram as algemas de Agatha. Enfim ela estava com os braços livres.

"Uau. Posso dizer que isso foi um cavalheirismo da sua parte me deixar com meus braços livres?", disse Agatha.

"Não. Isso foi pra que pudéssemos acelerar o processo de te levar de volta pra prisão. Vamos alegar legítima defesa, e você, mesmo que sobreviva, vai voltar pra onde veio!", disse Dawson, ordenando com a cabeça para que começassem a espancar Agatha.

O primeiro guarda deu um golpe potente nas costas de Agatha, que caiu no chão. E ela ficou lá, aparentemente desfalecida, inerte. O segundo guarda chegou e começou e dar violentos pisões nela, que ainda assim Agatha ficara firme, sem dar um grito de dor. O primeiro guarda chegou e começou a alternar entre as pisadas do outro com potentes chutes no estômago de Agatha.

Ainda assim Agatha não soltou um único gemido.

"Minha nossa", disse um dos guardas que pisava nela, "Ela tem o corpo duro como uma pedra!".

"Sim. Esse abdômen, nossa, parece o de um homem!", disse o outro.

Agatha então deu um chute violento na perna do que estava chutando seu estômago. O chute foi potente o suficiente pra quebrar a tíbia da perna dele, que caiu com a perna dividida em três, no chão, gritando de dor.

O outro guarda se afastou e, com a cara aterrorizada, ficou mudo.

"E aí, acabou, seu otário?", disse Agatha se erguendo, "Vocês chutam igual umas mulherzinhas!".

E Agatha pegou a cabeça dele e deu uma joelhada potente no nariz dele. O cara simplesmente caiu no chão, desmaiado.

Dawson, que ainda estava se recompondo, não conseguia acreditar no que estava vendo. Agatha van der Rohe derrubou dois caras, e ela mal parecia estar machucada. Estava bem e andando normalmente, cheia de fôlego e vitalidade.

"Agora é o gran finale", disse Agatha, pegando o cacetete de um dos guardas.

"Ora sua, você sabe que você vai ser presa!! Você vai mofar na cadeia! Melhor não me bater com isso, Agatha!", gritou Dawson, desesperado.

Agatha deixou o cacetete numa mão e deu um soco na cara de Dawson com a outra mão. O inglês caiu no chão, de bruços, mas ainda plenamente consciente. Agatha pegou seu braço e o imobilizou no chão. Ela se aproximou do ouvido dele e disse baixinho, pausadamente:

"Escuta aqui, eu não tenho medo nenhum de ser presa. Eu sou uma criminosa de mais alta periculosidade, uma traficante de armas internacional. De qualquer maneira eu vou mofar na cadeia mesmo, mas seria melhor ainda mofar na cadeia depois de dar uma surra em você", disse Agatha.

"Pelo amor de deus, não me mate!", gritava Dawson, imobilizado.

"Uma pena que ninguém pelo visto deve estar vendo isso atrás desses espelhos. Afinal, se estivessem vendo já teriam mandado mais uns caras... Mas as câmeras tão aí, esse material sem dúvida vai ser motivo de chacota pelo resto da sua vida...", disse Agatha, baixando as calças de Dawson, "...Bom, Dawson, meu querido, não peguei esse cacetete pra te bater".

E Agatha pegou e enfiou o cacetete brutalmente no ânus de Dawson.

Ele gritava de dor. Sangue estava escorrendo no cacetete, e o cheiro de bosta estava impregnando o local. Ainda assim Agatha parecia tentar enfiar ainda mais, usando toda sua força, mesmo com ele gritando de dor. Uma dor insuportável.

"Ora, você disse que ia me estuprar, né? HAHAHA! Pode me prender sob a alegação de estupro, se quiser. Quero ver como seus companheiros de trabalho vão te encarar depois que souberem que você é quem foi estuprado no prédio da Scotland Yard!", disse Agatha.

Nessa hora a porta da sala de interrogatório se abriu. Era Natalya Briegel.

"Minha nossa...!", disse Natalya, abismada em ver que havia um homem gemendo no chão com a perna quebrada, um outro inconsciente com a cara em frangalhos e Dawson com um cacetete no meio do cu, "Agatha, por favor, venha comigo. Preciso tirar você daqui agora!".

"Puxa, justo agora que eu ia começar a me divertir?", brincou Agatha.

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