quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Pegasus 10 - 2013


Em 2013 tive pedra no rim e fui pra Chicago.

Esses dois fatos parecem pequenos, mas foram duas coisas marcantes. Cada uma da sua maneira.

A começar pela pedra no rim que me apareceu em janeiro de 2013. Foi algo muito do nada, passei mal, mas estranhamente a dor passou na madrugada. No outro dia, depois de uma bateria de exames no hospital, descobri que havia uma pedra entupida no meu canal entre a bexiga e o rim.

Foi um desespero. Nunca tinha passado por uma cirurgia, e ali seria a primeira vez. Muitas coisas eu refleti naquele dia, e acho que pedras no rim foi uma lição que levei pra vida inteira. Vi como a vida pode simplesmente mudar, ou que podemos estar bem um dia e no outro hospitalizado como se nada tivesse acontecido, e isso me deu coragem pra não deixar mais coisas pro amanhã, agir e encarar as coisas sempre de frente, mesmo que ás vezes eu, como ainda sendo um ser humano, ás vezes vacile.

Mas a lição ficou do quão somos fracos na realidade. E que se tiver que fazer algo, não espere o amanhã.

Ir pra Chicago, primeira vez nos Estados Unidos, foi algo bem marcante. Não apenas por representar meu país num fórum budista, e todas as lembranças que vieram junto. Essa viagem foi também um divisor de águas na minha vida tanto quanto a pedra no rim foi.

Conheci uma pessoa que viajou comigo como nunca antes conhecera alguém. E mesmo apesar dos defeitos, dos conflitos que iriam acontecer inevitavelmente, vi que seria uma pessoa como essa que eu gostaria de passar junto o resto da vida, mesmo apesar de tudo.

Chicago era perto também de Gary, cidade no estado de Indiana, perto de onde Michael Jackson nasceu. Sabia que nada ali era por acaso. Foi inesquecível tudo nessa viagem, e continua pra mim como uma das viagens mais especiais e únicas que já fiz na vida até hoje. Volta e meia nos meus sonhos eu volto pra lá. Como se fosse uma viagem que ainda continua até hoje.

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