sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Doppelgänger - #128 - The final showdown

Que estranho. Ninguém no caminho. Menos ainda gente aqui. Será que realmente o Ar já iniciou a Insurreição?, pensou Al enquanto entrava na sala.

“Pode vir, garota”, disse Al, chamando Eliza Vogl pra entrar na sala.

Eliza Vogl tinha um misto de medo e respeito para com Al. Ela só havia ouvido falar dele, e agora estava na frente dele. Sua altura e sua voz grossa deixavam ele com uma cara ainda mais de poucos amigos. Seu jeito sério era sem dúvida algo bem imponente. Mas ainda assim a garota se sentia relativamente bem ao seu lado.

Al estava no console buscando a entrada pro VOID que ele havia encontrado. Um laptop estava aberto com um sistema operacional estranho, mas que dava pra ver o logo do Vanitas estampado no papel de parede. Parecia muito o desenho que o Lucca havia feito há dias atrás. Mas muitíssimo melhor elaborado. Tinha até animais estilizados do lado, parecia o brasão de um país.

“É aqui, Vogl”, disse Al, apontando pro laptop.

Eliza Vogl chegou e parou na frente do computador. Ela hesitou. Nem ela entendia direito o motivo daquilo. Mas olhava o pendrive antes de inserir ele na porta USB que havia naquele laptop. Tomou ar e soltou. Era a hora de acabar com aquilo tudo.

“Ok, vamos lá”, disse Eliza Vogl colocando o pendrive. Ao inserir o pendrive uma janela saltou, pedindo para confirmar a identidade dela mantendo por cinco segundos o polegar direito dela sob a tela preta escaneadora do pendrive. A identificação confirmou Eliza Vogl e prosseguiu.

Uma janela saltou no computador: Transferir e instalar o programa ROSEBUD?

Al mexeu no trackpad até a opção “Sim” e clicou.

Uma barra começou a ser preenchida. A cada uns três segundos enchia 1%. Era constante. Se alguém deveria aparecer seria naquele momento. Talvez Ar mandaria alguém pra tirar a força aquele pendrive, ou então balas ou vidros quebrando naquele lugar. Al estava atento observando tudo.

“Fica embaixo da mesa, garota”, disse Al, direcionando Eliza Vogl para sua segurança. A tela mostrava que passava dos 20%.

Al continuava olhando. Um olho na tela no computador e outro no movimento ao redor. Tudo estava muito quieto, e isso só deixava ele mais tenso. A velocidade ia aumentando cada vez mais, o carregamento estava passando dos 60% e subindo cada vez mais rápido.

Vai, vai... Vai logo!, pensou Al.

98... 99... 100%. Transferência concluída com êxito. Uma nova barra apareceu mostrando que o Rosebud estava sendo instalado. Eliza Vogl se ergueu pra ver o que estava acontecendo na tela. Ainda não havia aparecido mais ninguém. A barra de instalação foi infinitamente mais rápida, mal apareceu e já encheu.

O computador mostrou: Instalação concluída.

E logo depois outra janela saltou: Decodificação concluída. Iniciando processos. Por favor, aguarde.

PROGRAMA DE INSURREIÇÃO INICIADO.

Al nessa hora gelou. Uma onda de frio dominou seu estômago, e ele ficou pálido. Como assim “iniciando insurreição”? O Rosebud não era pra ter feito isso! O Rosebud era pra parar Ar e acabar com isso tudo!!

“Mas que porra!”, disse Al, “Como assim iniciando? Eu desativei isso! Para, para, para!”.

Eliza Vogl olhava aquilo em choque. Estava boquiaberta e com os olhos arregalados.

“Meu deus, o que foi que eu fiz?”, gritou Eliza, em pânico.

“Desativa, desativa!!”, gritou Al, socando o laptop e jogando-o no chão com violência, “Não é pra ativar merda nenhuma!! Caralho!!”.

Todos os computadores da Bolsa de Valores estavam com suas telas brilhando com o logo do Vanitas. A escuridão se foi e as luzes foram acesas. Al não estava acreditando. Nem mesmo entendia aquilo. Os e-mails enviados aos Doe diziam claramente que o Rosebud era a única ameaça contra o Ar! E agora aparece isso, dizendo que depois que o Rosebud foi colocado algo foi ativado! As luzes foram ligadas, e as caixas de som do local tocando uma música. Era “Cavalgada das Valquírias” de Richard Wagner.

“Essa música...!”, Al pensou alto.

“Al, o que tá acontecendo? Por favor, me diga que está tudo bem! O que aconteceu?”, gritava Eliza Vogl chorando, puxando as roupas de Al.

“Calma, Eliza. Nada vai acontecer com você. Fica tranquila!”, disse Al, acalmando a menina.

Era realmente uma situação de pânico. Música alta, luzes claras depois de tanta escuridão, e o aviso de insurreição iniciada. Alguém devia explicar pros dois o que estava acontecendo!

Foi aí que o celular de Al tocou. Na tela era possível ver: Número não identificado. Justo naquela hora? Quem iria ligar justo naquela hora? Al atendeu e colocou no ouvido. Era uma voz masculina do outro lado:

“Se o cheiro de Napalm de manhã é bom, o cheiro da vitória nessa noite é melhor ainda”, disse a voz.

Era inconfundível. Era Ar.

“Meu irmão, não tenho palavras pra te agradecer. Muito, mas muito obrigado mesmo. Nada, ninguém, nem mesmo deus vai poder me parar agora”, disse Ar no celular.

Era o início da batalha final.

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