segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Jessica Jones


Parece que em resposta à DC que lançou Supergirl a Marvel lançou outro seriado com uma mulher protagonista e super-heroína: Jessica Jones.

Quando assisti Jessica Jones parecia um seriado feito pra mim. Uma história policial, intrigas amorosas, mistérios, vilões caricatos e sexo. Mas desculpem os fãs da Marvel: não tem o charme da DC. Não dá pra comparar nunca dizendo quem é melhor, se é Marvel ou DC (na dúvida, fique com a Image Comics) porque as duas são diferentes, e não uma melhor que a outra. Não se compara!

Eu gostei dos clichês
Pois é rapaz! Eu gosto muito de piadas repetidas. Mas tem que ser feitas na hora certa e medida certa. E eu adoro um bom e velho clichê nessas séries e no cinema. Um clichê (entre as dezenas de outros) que eu adorei na Jessica Jones é a porta do escritório dela. Jessica trabalha como investigadora particular na Alias Investigations.

E logo nas primeiras cenas é ela quebrando a porta (fechaduras não funcionam com Jessica Jones), a ponto dessa porta do escritório/casa dela ser quase um coadjuvante com atuação mil vezes melhor que qualquer Leonardo DiCaprio por aí (que merece mais o Oscar que ele)!


A porta é quebrada, colocam tapume, aparece uma galera pra consertar, colocam um vidro bonitinho (valeu, Trish!), quebram de novo, enfim... E esse clichê se repete durante toda a temporada. Outro clichê: Jessica usando o telefone. Nunca diz alô, e menos ainda tchau. Sem contar que ela entra em qualquer lugar quando quer e deseja, incluindo o escritório da Jeri Hogarth. E isso sem contar que ela bebe litros e litros de álcool e nunca engorda. Deve ser um superpoder também. Mas tá sempre lá com uma garrafa do bom e velho mé do lado!

Eu gostei das atuações
Uma coisa complicada nessa vida de super-heróis é dar vida a eles sem parecer tosco. Imagina se o Ciclope do X-Men vestisse aquela roupa azul, cueca amarela por cima da roupa e aquele suspensório do desenho animado? E a Jessica Jones nos quadrinhos é toda sorridente, tem três codinomes (Poderosa, Paladina e Safira), cabelo roxo e uma roupa cafona pra caralho. Em suma, se fosse como nos quadrinhos, Jessica Jones seria assim (créditos ao BuzzFeed):


(os peitões são um brinde. Afinal, a Krysten Ritter é meio despeitada)

Mas aí que entra uma boa atuação que salva a pátria! Além de um bom figurinista. Krysten Ritter é tão nascida pra ser Jessica Jones quanto o Robert Downey Jr é o Homem de Ferro ou a Marisa Orth é a Magda. Mesmo ela sendo baixinha, deu um jeito todo badass pra Jessica Jones, desde o jeito de andar, passando pelo jeito de encarar as pessoas e até o tom da voz. Dá pra contar nos dedos de uma mão as vezes que ela sorri, por exemplo (totalmente diferente dos quadrinhos, onde a Jessica é bem mais sorridente).

Todo mundo lá é excelente atuando. Talvez o mais apagado seja o Luke Cage (Mike Colter), o affair da Jessica Jones. Mas também com tanta gente com atuações fora da média até uma atuação excelente como a dele fica apagada. O Kilgrave (David Tennant) é outro que merece a medalha de prata. E o bronze fica pra Patsy Walker (Rachael Taylor) que fica bem apagada como sendo apenas a amiguinha da Jessica o seriado inteiro, mas no final mostra pro que veio. Será que na segunda temporada ela volta como Hellcat? Miau!

Eu não gostei da confusão do roteiro
Tá aí uma coisa que a Marvel ainda tem errado. Ao contrário dos seriados da DC (Gotham, The Flash e Supergirl), os seriados da Marvel começam chatos pra caralho, e vão ficando legais conforme vai chegando o final da temporada. Aquele do Demolidor é a mesma coisa. É um porre os primeiros episódios, mas melhora no final. E ainda acho que Jessica Jones tem um agravante maior ainda: é uma estória policial. E numa estória policial você é obrigado a deixar quem tá assistindo a par de tudo, e muitas vezes vomitam informações adoidado e você não entende porra nenhuma.

Como por exemplo no primeiro episódio, aquele que a Hope no final mata os pais:



Eu assisti a temporada inteira com meu irmão mais novo, e muitas vezes eu virava pra ele e perguntava: "Cara, você entendeu alguma coisa?" e ele dizia "Não", igual a mim. Erro do roteirista, claro, poderia ter gastado mais tempo pensando nas pistas, uma atrás da outra, intercalando cenas de ação, etc. Quando vi a Hope matando os pais (acima) eu fiquei com uma imensa interrogação viajei na maionese e tive que rever depois pra entender. E isso é chato!

Eu gostei dos temas abordados
Talvez DC esteja pro período romantista assim como a Marvel está pro realismo. Não lembra disso das aulas de português do Ensino Médio sobre o Machadão? Trocando em miúdos, a DC está mais pra uma coisa ligada à fantasia e mitos e a Marvel está pra realidade nua e crua. E você percebe desde a iluminação até os enquadros que se trata de algo totalmente da Marvel. Mas não apenas isso. Enquanto a Supergirl lida com os problemas da mulher se fixar no mercado de trabalho, a Jessica Jones lida com drogas e estupro.

Oh I'm gonna need that back #JessicaJones

A photo posted by Krysten Ritter (@therealkrystenritter) on


Uma das coisas que mais divulgavam sobre Jessica Jones é o fato dela ser uma série de uma super-heroína que lida com estupros, violência, etc. O foda é quando descobre que é justamente ela a vítima do estupro. Além disso tem o personagem da Marvel que mudou de sexo, a Jeri Hogarth (no original um homem, Jeryn Hogarth), lésbica, que pega mulher muito mais gostosa do que você, homem, sonha pegar.

São temas bem sombrios? São. Mas faz a cara da Marvel, e isso é bem legal.

Eu gostei do Kilgrave
Esse viado merecia um capítulo a parte, hahaha. Kilgrave, a.k.a. Purple Man (David Tennant) é um vilão que amamos odiar. Nada se assemelha ao bonzinho Doutor do Doctor Who, Tennant nesse seriado rouba a cena em todas as cenas em que aparece. Gosto muito da brincadeira do paradigma: Kilgrave é um super-vilão capaz de controlar a mente das pessoas. Não como o Professor Xavier, mas com um vírus que seu corpo exala que faz qualquer pessoa o obedecer. É o melhor poder do universo! Eu nunca mais pagaria por comida! Hahaha (90% das pessoas usariam pra isso, haha).


E os roteiristas não cagaram tudo, e criaram diversas situações bacanas pra ele usar os poderes dele, tornando pessoas suicidas, pessoas com comandos caso ele fosse pego, além de ordens fudidas como "corte essa pessoa 1000 vezes!" ou "coloque uma bala na sua cabeça!" e a pessoa ficar lá travada até obedecer a ordem (coitada da Trish!):


É uma das cenas mais fudidas que já vi!

Eu gostei da pancadaria
As cenas de luta são muito boas também. Difícil escolher apenas uma entre tantas! Mas pra não dizer que só falei da Jessica Jones, a minha luta favorita vai ser quando a Trish luta contra seu namoradinho (ou, no caso, ex), o Simpson.



A menina toma uma droga que deixa ela com a força do Hulk (menos a pele verde) e aí a lourinha vai pro pau e derruba o marmanjo na base da porrada. A Trish é gatinha (e protagonizou as melhores cenas de sexo também) mas o único super-poder dela é ser amiga da Jessica Jones, coitada, porque nem um ovo frito ela sabe fazer. Talvez ela volte mais forte na próxima temporada como a Hellcat. Mas se não voltar como Hellcat, tá legal do jeito que tá também.

Ah sim! Foi confirmada pela própria Krysten Ritter a segunda temporada. Mal posso esperar!

Puxa, no final só não gostei de uma coisa no seriado. Será que é minha opinião, ou eu estou escrevendo isso tendo a minha mente manipulada pelo Kilgrave? #KilgraveMadeMeDoIt

1 comentários:

Alice disse...

Você não entendeu não é por causa do roteirista não, pelo contrário acho que as séries da MARVEL são bem mais claras e melhores do que as da DC

Postar um comentário

Arquivos do blog