segunda-feira, 23 de maio de 2016

Doppelgänger - MAKING OF (1)

Eu não postei nenhum comentário mais relevante sobre o Doppelgänger, o livro que escrevi nesse blog de 2013 até esse ano. Eu sempre escrevi crônicas com Ar ou Arch como personagens principais, mas eram curta-metragens. Achei que a coisa tava andada o suficiente pra escrever um longa. De início eu tava pensando em levar entre cinquenta e setenta capítulos pra contar a história toda, mas no final eu me empolguei e escrevi 168 capítulos (incluindo prólogo, epílogos e inside-stories).

A primeira estória curta que escrevi foi em 2011, o In concert. Elas contam um pouco do que aconteceu com Arch, quando ele foi acusado de traição e caçado até a morte, e paralelamente corre outra estória no futuro, do Al, ainda adolescente, deixando a tutela e indo atrás de Émilie, a ex-esposa do seu irmão mais velho Arch. No meio do caminho ele se junta com Noriko Yamamoto, uma agente que havia trabalhado junto de seu irmão mais velho, e a história vai até o momento que Al conhece a "garota do cabelo cor-de-berinjela" e é obrigado a trabalhar com ela. Isso resultaria no primeiro casamento dele.

A segunda estória curta lancei em 2012, e, sinceramente, não tinha pensado em um nome pra colocar um label, mas como o tema geral é a Dawn of Souls, deixei os posts organizados por esse nome. Eu chamava de "vitrais", porque pra cada personagem eu fiz uma arte nesse estilo. Além disso, pra cada personagem da história eu atribuí uma carta de tarô. Arch foi o Mago, Émilie a Papisa, Agatha a Imperatriz, Dietrich o Imperador, Coronel Briegel como o Hierofante, Noriko Yamamoto como os Enamorados, Rockefeller como o Carro, Lucca como a Justiça, Schultz como o Eremita, Yuri/Mikael como a Roda da Fortuna, terminando na Victoire como a Força.

Essa estória conta um pouco do passado e os eventos pós-In concert até o exílio de Al e a garota do cabelo cor-de-berinjela, quando eles falharam em obter de volta a cobiçada Dawn of Souls.

(eu não devia fazer meus protagonistas se fuderem tanto. Doppelgänger também terminou em uma missão falha, hahaha. Espero que os leitores não liguem tanto pra isso!)

E pra mostrar como o jeito de escrevo não é nem um pouco linear (sim, isso me dá um bocado de problema porque eu conheço a história, imagina quem não conhece achar a porra toda?) a continuação do Dawn of Souls eu escrevi na verdade um ano antes de ter lançado (2011), quando publiquei O Enforcado/A morte (Al/Garota do cabelo cor-de-berinjela), a Temperância ("n"), o Diabo (Francesca Vittorio) e a Torre (Tower Bridge, em Londres).

Sim, eu escrevi de trás pra frente, depois vou pro futuro, aí volto pro passado, depois no presente, e assim vai. Eu tenho que tomar cuidado pra que isso tudo não acabe fazendo sentido apenas pra mim e ninguém mais entender. Mas só os leitores podem me dizer isso!

Isso sem contar que o Doppelgänger no final revelou que Ar é o último arcano, o Tolo. Ainda faltam os arcanos da Estrela, Lua, Sol e Julgamento. Como quero escrever ainda mais quatro sequências do Doppelgänger, cada uma das histórias vai revelar um, e aí vai fechar os vinte e dois arcanos e personagens principais da história toda.

Enfim, parece confuso, mas a história toda tá na minha cabeça e faz sentido. Queria apenas mesmo pedir um pouquinho de confiança e paciência, hahaha. Tudo vai fazer sentido! E vou tentar fechar todos os gaps da história que foram abertos!

No próximo post vou falar mais do Doppelgänger mesmo, de onde vieram as ideias, e começar a falar dos personagens.

0 comentários:

Postar um comentário

Arquivos do blog