segunda-feira, 6 de junho de 2016

Doppelgänger - MAKING OF (5)

Agora é hora dos malvados!


O Ar começou muito bem, mas no final não ficou tão legal (na minha opinião). Se bem que, se eu tivesse orquestrado um plano por anos e justo no final tudo desse errado, uma atitude humana plausível seria ficar p* da vida igual ele ficou e perder todo o controle. Mas durante a história tudo o que o Ar mostrou era o que o Al menos tinha: autocontrole. Seja de si mesmo, ou controle da situação. A história toda você lê pensando que o Al está tendo um avanço, mas tudo era planos do Ar, que enganou todos, inclusive os leitores.

Ele é um vilão extremamente racional. Tanto que seu plano final, que seria o Zeitgeist (que existe de facto) é um plano muito bom de aperfeiçoamento da humanidade, tipo uma evolução com muito mais sentido de outras teorias socialistas. Eu diria até que, tecnicamente, o Al seria o vilão, por ter parado talvez a única pessoa que conseguiria fazer isso. Mas a que custo tornar o Zeitgeist real?

Como é revelado na história, seu nome real é Arthur Blain, e dentro da Inteligência sua letra-codinome é R (que em inglês se fala "Ar", agora entendeu da onde veio o apelido?). O Al também tem uma letra, que é L, e como foi revelado no final, seu nome real é Alexander Saint-Claire (mas ninguém o chama assim). Note que o Blain não é sobrenome do Arch, e sim da Émilie, sua mãe. Ar, como se não bastasse ser um gênio e uma pessoa com uma lábia incrível, ele tem muito poder político herdado da mãe e poder monetário herdado da sua última mentora, a temível Francesca Vittorio.

E isso torna Ar uma arma por si mesmo. Talvez a arma definitiva que Francesca Vittorio poderia usar para enfim exterminar Al, pois se Ar é o vilão, Francesca é quem está por detrás de tudo. Durante grande parte da história Ar é meio uma incógnita, aparecendo de uma maneira similar à Equipe Rocket no Pokémon (prepara-se para encrenca!) e embora ele não nutra nenhum sentimento pessoal pelo Al, que foi a pessoa que o criou, ele seria capaz de inclusive matá-lo para conseguir seus objetivos. O inverso seria praticamente impossível.

Além das motivações político-econômicas e os diversos momentos de "surpresa, peguei vocês", o Ar é um personagem que não aparece muito na história, exceto no final mesmo. Exceto talvez na parte que ele usa sua semelhança com o Al pra enganar a Victoire e transar com ela. Pra um cara que é tão manipulador, pra que raios ele faria isso? Acho que o objetivo dele não era tanto desestabilizar o Al (já que este não tem sentimentos pela Victoire), mas sim trazer a Victoire pro lado dela, afinal ela é extremamente forte e inteligente, e seria um coringa nas mãos de qualquer um. Ou a Victoire poderia trazer a "vitória" para o lado que a tivesse (desculpe o trocadalho!).

Qual seria a decisão da Victoire infelizmente somente ficará a cargo da imaginação, já que ela não teve tempo de fazer escolha (acabou sendo baleada por Al antes mesmo disso). Mas uma coisa é certa: se o plano do Ar tivesse dado certo, e Victoire tivesse ido pro lado do mal, sem dúvida o Al nem ninguém viveria pra contar história. Talvez seja por isso que o Al teve que chegar ao ponto de atirar nela, pra além de tudo evitar o pior. Ar é um gênio, assim como a Émilie, e sempre soube manipular muito bem o Al. E o que ele fez com a Victoire é apenas a ponta do iceberg do que esse cara é capaz de fazer pelo objetivo.

Nas histórias futuras tenho altos planos maléficos pra ele, hehe!


Ar tem a ajuda de três outras pessoas pra dar cabo de seus planos. Ele é inteligente, e sabe que poderes paranormais poderiam ajuda-lo ainda mais em sua ascensão, e aproveita que as pessoas acham que tais poderes são coisas fantasiosas pra usá-las em seu máximo. Pra isso ele tem uma mediúnica, conhecida pelo codinome Ravena. Mas seu nome mesmo é Amanda Figuerola.

Cada um dos vilões tem um trauma diferente. Amanda é latina, filha de pai sueco e mãe costa-riquenha. Como o pai morreu cedo, sua mãe a criou. E ela foi vítima do clássico machismo e moralismo latino. Era uma menina que tinha visões de espíritos, e mesmo morando em um país latino e fervorosamente católico, ter esse tipo de visões eram "coisas do demônio". E exatamente por ter essas visões, pessoas a diziam que era uma bruxa, algo abaixo de um ser humano, e achavam que poderiam cometer atrocidades com ela, já que por ela ter essas visões de espíritos ela não seria considerada um "ser humano".

Por conta disso, Amanda foi cruelmente estuprada por seus próprios primos quando ainda era adolescente, pois diziam que ela era uma "bruxa" e "bruxas" mereciam isso. Foi espancada até perder a consciência, mas foi achada mais tarde por Arch e Lucca que estavam em uma missão de espionagem para o governo com o objetivo de deter traficantes - ironicamente os primos estupradores de Amanda. Com vergonha de voltar pra sua família, Amanda pediu pra ser levada embora de lá, e foi erradicada como americana, e inspirada pela pessoa que a salvou de seus violentadores, resolveu entrar na Inteligência e trabalhar como médium.

Depois da morte de Arch ela continuou, usando seus poderes mediúnicos pra solucionar casos. E depois se juntou a Ar, e usou seus poderes pra espionagem industrial e manter Ar atento a todas as coisas que aconteciam pelo mundo. É uma grande usuária de hipnose, inclusive faz isso no seu combate contra o Al, fazendo-o se reencontrar com o espírito de sua falecida esposa. Encontrar a garota do cabelo cor-de-berinjela e receber o perdão dela dá forças para que ele siga em frente depois do treinamento com o mestre. Amanda não foi morta, continua vivinha da silva.


A maléfica Sara é uma psíquica, que usa seus poderes para ajudar Ar lendo a mente de pessoas pra conseguir informações pra ele, e induzindo pensamentos nas mentes dos mesmos. Eventualmente até controlando. Mas não possui muitos poderes telecinéticos (mover coisas com o poder da mente). Se com a Ravena eu explorei o moralismo e machismo latino, com a Sara eu explorei a instabilidade política no leste europeu na sua história.

Sara, cujo nome real é Erika Lakatos é húngara, um dos países com a política e democracia mais abalável do mundo. Ela faz parte do povo roma (ciganos) sobreviventes da Segunda Guerra Mundial, e sua família foi durante massacrada na falha revolução húngara em 1956, onde na Hungria (então parte da URSS) um grupo de separatistas tentaram tirar a Hungria da União Soviética e foram massacrados pelo Exercito Vermelho.

Mas Erika Lakatos viveu numa ditadura comunista e claro que eles nunca iriam descansar até achar todas as pessoas que fizeram parte do levante. E seus pais foram mortos na sua frente, mas ela conseguiu se juntar com a vizinha, também cigana, e fugiram se instalando na Holanda. Erika foi obrigada a mudar de identidade, e se tornou filha dessa vizinha, se chamando a partir de então Marlene Horvath.

Ao conhecer o mundo além da cortina de ferro, a então Marlene estudou muito e conheceu diversas ideologias. Virou uma feminista bem radical. Porém cruzou com Agatha van der Rohe no caminho, que, bem, não é alguém que é muito amigável com qualquer ideologia, e sempre bateu muito de frente com Marlene que dizia que as mulheres eram fracas e precisavam de ajuda, enquanto Agatha dizia que sempre conseguia o que queria e achava que isso era coisa de pessoas fracas.

Foi a partir desse momento que as duas de bicaram pela primeira vez, e a Agatha acabou dando uma surra enorme nela. Isso enquanto elas ainda eram jovens. Porém, mesmo levando essa surra que levou da Agatha, Marlene acabou desenvolvendo uma atração enorme por Agatha, e queria de alguma forma "dominá-la", desenvolvendo um estranho sentimento passional por ela. Marlene, mesmo sendo uma mulher que seguia o movimento feminista, acabou fazendo justamente o que o movimento repudia, e embebedou Agatha e abusou dela sexualmente. Agatha não se lembra disso, e até hoje pensa que foi levada lá por rapazes e transado com eles enquanto estava bêbada.

Quando Marlene chegou na sua casa depois de abusar da Agatha, viu que haviam diversos policiais e descobriu a verdade: sua vizinha e mãe adotiva era na verdade uma espiã soviética que estava mandando informações para os soviéticos. Óbvio que foi presa, mas Marlene não sabia de nada. Agora ela estava sozinha e com a vida adulta na sua frente. E viu que ali seria uma chance pra ela e pede pra entrar na Inteligência, e o Coronel Briegel (um dos mentores de Arch) a coloca pra trabalhar com seus poderes de leitura de mentes pra ajudar na Inteligência e resolução de crimes.

Anos depois se junta a Ar. Ela aparece muitas vezes na história, e sempre se mostrou uma pessoa sem escrúpulos mesmo. Sua arma principal é usar seus poderes psíquicos pra causar ilusões tão fortes e realistas que as pessoas literalmente morrem, e sempre teve uma fixação enorme em ser a mais forte, muito por essa cicatriz de ser fraca que a Agatha deixou nela. Tanto que ela tenta dominar Agatha, e a luta delas é bem legal. Mas durante a história várias vezes a Sara usa seus poderes pra fazer jogos mentais. Dentro da trupe do mal do Ar é a minha favorita, disparada!


Schwartzman é um psicopata. Ponto.

Talvez apenas assim dá pra definir os atos dele. Ele é como se fosse um Josef Mengele (o médico nazista que fazia experimentos em judeus vivos em campos de concentração) exceto pelo fato de ser judeu. Não um judeu que siga as tradições (ele nem é circuncidado), mas um judeu étnico. Talvez pareça por um momento que foi meio por vingança, por ter visto os pais serem mortos brutalmente quando era criança que serviu como estímulo para seus atos, mas na verdade foi essa cena de ver os pais mortos brutalmente que o despertou e o tornou livre pra ser o que ele sempre foi.

Psicopatas não têm cura, pois exatamente não possuem empatia. Mesmo quem sofre tem empatia, mas psicopatas não. Por isso todas as coisas que ele faz com os outros ele faz exatamente pois não tem nenhum julgamento para isso. Talvez seja por isso que ele fez o que fez com o Lucca. É verdade que se não fosse por isso dificilmente o Lucca estaria vivo, mas estar nas mãos de Schwartzman com certeza foi muito pior. Especialmente sendo cobaia nos diversos experimentos dele.

Se Sara lê mentes dos empresários para Ar, e Ravena usa os espíritos pra saber o que eles sabem, Schwartzman tem uma perícia incrível como químico. Pode criar diversos tipos de venenos, alucinógenos, drogas, e tudo mais para causar delírios, torturar, e até mesmo matar pessoas facilmente. É o terceiro braço do Ar que o ajudou a chegar onde ele está hoje.

Schwartzman foi o único dos vilões que foi morto mesmo. E talvez tenha sido morto pois é o único que não tinha jeito mesmo. Ou será que o método de Ludovico funcionaria nele?

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O Ar tinha um quarto "noBODY", além da Ravena, Sara e Schwartzman, que era o Dietrich. Dietrich é um personagem controverso, que apareceu bem pouco nesse livro, pois o papel dele era algo muito mais feito nas sombras do que na luz. Ele apareceu bem no comecinho, quando Agatha, Victoire e Lucca foram pra Itália, e embora ele tenha morrido nesse livro, vai ter uma importância bem grande nas sequências.

Uma outra malvada que deu as caras aqui é a Francesca Vittorio. Ela é uma personagem muito importante no passado de Al, pois ela era a chefe dele, e inclusive por influência dela Al acabou se casando com a garota do cabelo cor-de-berinjela. Mas no final ela se mostrou uma grande traidora e trouxe muito sofrimento pro Al. E aqui ela é uma pessoa bem ligada ao Ar. Mas como deu pra ver, ela é outra que escapou e não foi pega. Isso significa que ela vai voltar! Afinal, ainda continua um mistério do motivo dela ter tanta sede de acabar com o Al.

Teve um que começou bonzinho, mas virou a casaca, o Rockefeller. Eu nunca gostei muito dele, acho que tenho que desenvolver ele melhor. A única característica dele é ser uma pessoa bem fria e estrategista. Mas o Al sabia que ele iria traí-lo cedo ou tarde, mas achou que poderia servir de isca pra pegar o "peixe grande" (no caso, o Ar), mas não deu muito certo. Espero que nas sequências eu consiga aproveitá-lo melhor.

O Capitão Dawson, um capitão da Scotland Yard, é uma pessoa que apareceu bastante como o policial que está tentando prender os mocinhos. Mas dada sua burrice, ele não conseguia fazer seu trabalho direito. Acabou que secretamente ele estava também envolvido nos planos do Ar de mudar o mundo, mas o que aconteceu com ele foi, digamos, um bocado... Sórdido. Eu fiz uma brincadeira com ele, de que ele teria um filho chamado Jack que se casou recentemente com Rose. Jack e Rose. Entenderam?

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