terça-feira, 7 de junho de 2016

Samurai X - O filme (2012)


Esses dias eu vi os três filmes live-action de Rurouni Kenshin, conhecido por essas bandas como Samurai X. Sim, estou revivendo o anime, re-re-re-relendo o mangá e não podiam faltar os filmes! E tenho que admitir que foram filmes muito bons, embora com seus errinhos clássicos, mas em suma ficaram muito bem adaptados (de verdade!). Vamos começar falando do primeiro filme!

O filme conta a história de Kenshin Himura, um andarilho que no passado foi o terrível Battousai, o retalhador, um monarquista que lutou contra o Xogunato japonês pra abrir o caminho para a era Meiji. Depois de se instalar no dojo Kamiya, Kenshin se vê obrigado a salvar sua amiga Megumi Takani que estava sendo usada pra fabricar ópio para um traficante local.

Eu gostei da escolha dos atores
Sempre que vão fazer uma adaptação para as telonas de qualquer coisa a escolha dos atores é fundamental. Pode ser uma escolha ruim, uma escolha boa, ou uma escolha excelente (dessas que até reinventam o personagem!). E nisso, todos os atores ficaram excelentes. Não tem como não reconhecer na primeira olhada. Talvez o mais ruinzinho seja o Sanosuke (mas a atuação do cara salvou, pelo menos). Mas quando junta uma atuação ótima e aparência impecável, nós temos isso:


Eu nunca gostei muito do Hajime Saitou no mangá. Mas no filme, putz! O cara simplesmente foi o melhor. De longe. Eu nunca achei o Saitou egocêntrico, e sim, uma pessoa com controle na situação sempre. E esse cara que atuou parece que pegou o espírito do cara: não fala muito, não fica com raiva, sempre mantém a seriedade e tudo mais. Aquele é o Saitou que eu sempre imaginei, e o ator Yosuke Eguchi mandou super bem. Tirem o Oscar do DiCaprio, que ele não merece, e deem para esse homem!

Fiquei muito na dúvida se a Megumi foi minha favorita (a atriz foi também sensacional, e ela ficou parecidíssima, até os "olhos de raposa"!), mas como o Saitou apareceu mais que ela, fico com ele! Mas todos os atores foram escolhas de nível elevadíssimo, sem dúvidas.

Eu gostei das adaptações do roteiro
Fazer um filme sobre uma série é bem complicado. Adaptações são imprescindíveis. E a gente que conhece Rurouni Kenshin se acostuma com o jeito meio enrolado do autor, Nobuhiro Watsuki, de contar a estória. Mas depois que vemos o filme, vemos a ordem dos acontecimentos sendo bem diferente do mangá, a gente para e pensa: Porque raios nunca foi assim? Ficou perfeito!


No mangá/anime tem uma estrutura básica de apresentação de personagens (Kenshin, Kaoru, Yahiko, Sanosuke), depois entra a história da Megumi e o Kanryuu, a história do Jin-e Udou, e histórias pequenas (Raijuuta, etc).

Mas no filme, por exemplo, não existe a Oniwabanshuu ao lado do Kanryuu (que divide o posto de vilão com o Jin-e), o Jin-e meio que trabalha pro Kanryuu, a luta entre Kenshin e Saitou acontece nesse filme (e não na saga de Quioto), e depois que o Kenshin salva a Megumi das mãos do Kanryuu, na mesma hora do outro lado a Kaoru é sequestrada pelo Jin-e. Parece meio bagunçado de falar, mas a sequência dos acontecimentos no filme fez muito mais sentido que no mangá/anime! Ficou bem legal.

Eu não gostei do Aoshi não ter aparecido
Eu gosto muito do Aoshi. E uma das questões dessa adaptação foi ter tirado a Oniwabanshuu e o Aoshi como protetores do Kanryuu. E o cagada foi tão grande, que acabou complicando a sequência também. Aoshi não tem apelo, e as motivações são bem vazias (como se já não eram antes, no mangá original). Mas se ele tivesse aparecido aqui, seria um detalhe a mais que daria um gás melhor pro personagem dele no próximo.


Quem protege o Kanryuu na verdade são o Gein (acima) e o Banjin Inui. Pra quem viu o mangá e não se recorda, eles são dois dos "Seis companheiros" da trupe de Enishi Yukishiro na saga da Vingança dos Homens (Jinchuu). O Gein sem máscara parece um cara saído de uma banda de J-Rock. E o Inui, nossa, é uma versão bem mais "low-cost" do original dele no mangá. Bem tosquinhos.

Eu gostei do flashback da Tomoe
Minha personagem feminina favorita de Rurouni Kenshin é a Tomoe Yukishiro (ou Himura), a falecida esposa do Kenshin nos tempos de retalhador. E embora a cena assim nem exista no mangá, é muito interessante a dramaticidade da cena, e quando assisti, foi de arrepiar.


É uma cena minúscula, mas é minha favorita do filme. E dá um tiquinho de esperança de que vão fazer um quarto filme com a saga da Jinchuu. A cena tem toda uma chuva, o cara que luta pra viver, o Kenshin como um assassino frio, é uma cena muito, muito, muito bem feita. Aqui nesse link tem um pedacinho da cena.

Eu não gostei da ausência do Battousai
A luta do Jin-e no final é sensacional. Muitos movimentos, muitos golpes super rápidos, a Kaoru com uma atuação de tirar o fôlego (literalmente!), mas embora eu que conheça a série saiba que nessa luta o Kenshin andarilho volta a ser um retalhador sanguinário pra salvar a Kaoru, não fica explícito no filme. E imagino que as pessoas que assistam e que não conheçam o mangá e anime vão ficar na dúvida e achar que era o Kenshin andarilho querendo salvar a Kaoru, e não o espírito do Battousai, o retalhador que havia se apossado dele.


E o Kenshin volta a ser um retalhador em duas ocasiões-chave na série original. A primeira é essa contra o Jin-e Udou, onde ele volta ao normal graças aos berros pedidos da Kaoru. A segunda parte é na luta dele contra o Saitou, no começo da saga de Kyoto, onde nem a Kaoru nem ninguém consegue tirar ele da sede de sangue (quem tira é o Toshiyoshi Kawaji, político, ex-monarquista). Acho que isso daria um sentido melhor pra quem não conhece a série entender que havia muita coisa por detrás dessa cena.

Eu não gostei da luta contra o Sanosuke
O filme foi muito bem adaptado, mas imagino que seria complicado colocar o Sanosuke no meio da parada toda sem forçar muito. Primeiro que o Sano conhece o Kenshin na prisão, depois que o próprio Kenshin salva o dojo da Kaoru de fanfarrões. E depois o Sano vai comprar briga com o Kenshin e os dois começam uma luta meio chata no meio da cidade.


E termina de um jeito brochante similar à luta do Batman contra o Superman. Não, a mãe do Kenshin e do Sano não se chamava Martha, mas sim depois dos dois se baterem um tempo o Kenshin vira pro Sano e fala algo assim pra ele: "Você vai mesmo servir um cara como ele?", apontando pro Kanryuu. Aí parece que o Simancol do Sano faz efeito e SIMPLESMENTE ELE PARA DE LUTAR!! Cara, ficou muito zuada essa parte. Não tem nada daquela capacidade sobrehumana do Sano de aguentar golpes do Hiten Mitsurugi, a Sekihoutai, o capitão Sagara, o ódio do governo Meiji, nada. Nada. Nada. Não gostei!

Eu gostei de manterem as falas originais
Isso parece algo óbvio, mas raramente um filme adaptado de outra mídia segue essa regra básica. E Rurouni Kenshin sempre teve falas bem memoráveis! Coisas que a gente acaba memorizando, mesmo sem querer. E o pessoal que adaptou resolveu manter muitas dessas falas memoráveis, como a abaixo, de quando o Kenshin salva o dojo da Kaoru e diz que "Técnicas de espada são técnicas para matar. Por mais que tente disfarçar, essa é a verdade. Mas mais do que essa amarga verdade, eu prefiro acreditar na doce mentira da srta. Kaoru":


Mas ainda assim senti falta de algumas falas! Uma das que eu mais senti falta foi a que a Kaoru grita pro Kenshin: "Eu não quero que Battousai, o retalhador fique! Quero que você, o andarilho fique!", hahaha. Essa fala é bonitinha!

1 comentários:

Anônimo disse...

Olá, conheci seu blog hoje. Muito legal. Eu vi a trilogia de Samurai x semana passada e adorei. Dai vi alguns dos animes pela Netflix e li várias resenhas sobre Kenshim Himura pela net. Me apaixonei. Compartilho com você a esperança de que façam um quarto filme. Será?? os fãs adorariam, com certeza.
Adriana

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