quinta-feira, 14 de julho de 2016

Zelda - A link to the past (1991)



Instalei no meu Wii bichado uns jogos antigos do Virtual Console da Nintendo. Como estava na dúvida do que jogar, achei que seria uma boa ressuscitar um jogo que eu adorei e que faz pelo menos uns quinze anos desde a última vez que terminei. E como sou super fã da série Zelda, fui reviver o meu jogo favorito da franquia: The Legend of Zelda -  A link to the past.

(o quêêê? você não gosta do Ocarina of Time, Alain?)

Óbvio que eu gosto! Mas a mecânica desse jogo é tão magnífica, tão única, que num mundo hoje de jogos de mundo aberto (como GTA, Watch Dogs, etc), ver esse jogo como um dos precursores e nos mostrar há quase trinta anos um mundo de Hyurle inteiro aberto é pra poucos. E diria ainda mais: que a mecânica dele e os diversos segredos no meio do jogo deixam esse mundo aberto dele como uma coisa com infinitas possibilidades. Basta explorar!

No jogo você controla o Link (dã), que é um jovem que mora com seu tio, e numa noite de tempestade vê seu tio saindo e deixando-o sozinho indo em direção ao castelo pois forças do mal queriam raptar a princesa Zelda (pra variar). Link segue seu tio, e o encontra ferido, e seu tio o pede pra continuar e salvar Zelda, entregando sua espada e seu escudo. Link percorre o castelo até a parte mais alta onde luta contra Agahnim, um feiticeiro do mal que quer dominar o mundo. Só que derrotar Agahnim era apenas o começo do jogo, e Link ainda teria que passar por muitas aventuras até conquistar a Master Sword para a batalha final contra o mal.

Eu gosto da troca dos mundos
Alguns jogos de Zelda brincam com passagens. Como o twili no Zelda: Twilight Princess, ou mesmo os sete anos que se passam em Zelda: Ocarina of Time. Mas o precursor disso foi esse jogo. Como se Hyurle já não fosse um mundo imenso, existe a versão sombria dele, o Dark World.



Acima estão os mapas do mundo. E o genial é que o que você faz em um lado afeta o outro, e o que ás vezes é um lugar impossível de alcançar no Light World fica possível se você vai pro Dark World. Eu lembro que na primeira vez que joguei eu achei tão difícil as três primeiras dungeons no Light World mesmo que quando eu peguei a Master Sword pensei que era só ir pra batalha final. Ledo engano! Dark World tem muito mais carinhas pra matar, sete fucking templos dificílimos, além da batalha final contra Agahnim/Ganon.

Eu gosto da trilha sonora
Esse jogo também foi o primeiro que criou uma trilha sonora única - e muitas das músicas grudaram na cabeça das pessoas mais que o "Ai se eu te pego" do Michel Teló. Como por exemplo, a minha favorita, o tema de Kakariko Village:



Ficou idêntica à versão do Ocarina of Time, e essa é uma daquelas músicas emblemáticas da série Zelda. Criada aí, além de tantas outras.

Eu gosto dos itens
Outro ponto fortíssimo. Por exemplo: no jogo existem diversos tipos de pedras que bloqueiam o caminho. A maioria é de um tom verde claro, mas existem umas mais escuras que são mais pesadas. E óbvio que não é desde o começo que você tem acesso a tudo, mas é interessante que ás vezes você passa por um lugar e memoriza, e depois que você ganha o item que pode te ajudar a passar por lá você volta, e... Tchum! Tem algo bacana sempre do outro lado.



Isso sem contar as quests! Como por exemplo a do garoto da flauta (acima). SIM, nós temos uma ocarina antes do Ocarina of Time! Onde o garoto havia sido raptado pro Dark World e não conseguia voltar, e como está prestes a morrer ele oferecesse uma pá ao Link e indica o lugar que ele enterrou sua ocarina. Ao pegar a Ocarina e tocar na frente do pássaro na rosa dos ventos em Kakariko Village... Bum! Você desperta um pássaro que você pode chamá-lo e ele levar pra todos os cantos de Hyurle mais rápido. Isso salva um tempo do cacete, e é apenas um exemplo das quests desse jogo!

Eu gosto das dungeons
As dungeons (calabouços), que são os templos do jogo, são sensacionais. A japonesada em geral já são uns caras que tem uma criatividade do caralho, e a Nintendo nunca desanimou nisso. Posso dar trilhões de exemplos, citando cada uma das dungeons, mas vou citar a minha favorita: Skull Dungeon.


Ela é na região da Skull Woods, que é a versão da Lost Woods no Dark World. É minha fase favorita pois é simplesmente genial. Não é apenas entrar na dungeon pela entrada e terminar no chefe. Ela é misturada junto com a própria Skull Woods, tem várias saídas no meio do labirinto, e pra iniciante é fácil se perder. O chefe (Mothula) é o mais difícil do jogo que enfrentei (morri umas três vezes pra ele, putz), mas ainda assim é minha dungeon preferida.

No final das contas não tem nada que eu não goste do jogo. Talvez a única coisa que eu não goste é a música do Sanctuary (me dava medo quando era criança, pensava que era gritos de pessoas!). Mas de resto, era e continua sendo um dos meus jogos favoritos ever. Levei uns três dias pra terminar, e só faltou uma Heart Piece (que eu não peguei por preguiça mesmo, mas sei onde estava), a única coisa tensa era quando a luz piscava e perdia todo o progresso. Ter como única opção como "Save and Quit" é complicado, Nintendo! Mas nem isso abala a maestria desse jogo.

Não morra sem antes jogar esse jogo. Apenas isso.

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