sábado, 31 de dezembro de 2016

No rain, can't get the rainbow.


2016, que ano louco!

É verdade que o ano não foi necessariamente ruim. Mas também não foi necessariamente bom. 2016 foi um ano de muitas vitórias, várias derrotas, mas muita luta também.

Foi um ano menos quente até (obrigado pela trégua, el niño!), foi um ano em que fui bastante pro interior (fui até atrás de uma mina lá, mas não rolou, tudo bem!). Foi um ano que consegui como nunca praticar a Shinnyo-en (obrigado a todos meus afilhadinhos que eu dou a vida por todos eles, love you!), e um ano que deu pra brincar muito na cozinha, fazer exercícios físicos, e jogar muita coisa.

Foi também um ano em que lutei de primeiro de janeiro a trinta e um de dezembro contra uma velha amiga, a depressão. Crise é sempre complicada, e as coisas realmente estão muito difíceis (nunca me abri sobre isso aqui, né?). Quando falo que estou numa luta há muito tempo pessoas normalmente se assustam, dizendo: "Nossa, mas você sempre é tão sorridente, parece alguém tão de bem com a vida", mas de facto, em geral consigo lidar bem. Mas existem picos, e nesse ano esses picos ás vezes pareciam o Everest.

Mas acima de tudo, como eu disse acima no texto, tivemos vitórias, derrotas, e muita luta.

Acho que foi um ano pra entender que o que lutamos na nossa vida podem não ser coisas que os outros vejam com bons olhos. Mas é o que acreditamos que é correto. E vai existir muitas pessoas que podem eventualmente pisar, humilhar, e acabar com sua vida. 2015 foi um ano horrível, em que até a esperança morreu pra mim. Mas tenho um velho amigo que comentava: "Se continuarmos vivos depois da esperança morrer, nos tornaremos imortais, já que a esperança é a última que morre?". Engraçado que levei uns dez anos pra entender o que ele quis dizer, lá em 2006.

A esperança morreu. Então talvez não exista mais nada a perder.

E vendo bem, esse ano foi meio isso. Aprendi o que significa lutar por algo agindo de uma maneira não-violenta. Afinal, se você ataca de volta, você perde sempre a razão. Muitas coisas se foram, muitas apareceram, e muitas ainda estou em processo. A vida é isso!

Como dizem no Luke Cage (grande Pop's!): "Never backwards, always forward. Always".

Sem chuva, não se consegue o arco-íris!

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