terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Entrando pra geração Prozac.

Agora um dos meus ódios será remédios receitados por psiquiatras. Pra ser sincero pensei que iria ser pior, mas a pílula derruba mesmo. Sim, infelizmente as férias foram piores do que imaginei, e acabei tendo algumas crises - não vou entrar em detalhes nisso - mas hoje é o segundo dia de medicação e não sei porque, me sinto meio dopado. Minha mãe diz que isso é normal, afinal meu organismo é virgem com drogas mais pesadas. Tirando a sonolência durante o dia, e essa noite que eu passei com uma leve insônia, acho que está agindo bem.

Ao menos pra mim que de tanto nervosismo sentia como se meu coração saísse do peito, o bichinho anda bem calmo agora. Na verdade não quero preocupar ninguém. Creio que vivemos numa sociedade moderna e sofrer desses problemas é tão normal quanto uma gripe. O problema é que tenha talvez pessoas que não desejem se tratar. Por mim talvez ficaria do jeito que estou, e morreria aos trinta vítima de um ataque cardíaco ou derrame. Mas acho que a minha mãe não merece. Ao menos nas minhas crises, ela foi a que mais sofreu, e eu infelizmente não podia fazer nada.

Acho que chamam isso de "apego à vida". Sei lá, mas agora eu finalmente entendo como tem pessoas que vivem mal, não tem sequer dinheiro pra se alimentar, ou quem sabe alguma mãe solteira que trabalhe duro pra dar o melhor pros seus filhos, ou então aquele vestibulando que luta pra passar na prova sofrendo bastante, temos também aquele trabalhador que acorda todo dia pra pegar no batente, mesmo ganhando pouco...

Se as pessoas têm "apego à vida" é quando esse sentimento de coisa boa sobrepõe as adversidades do dia-a-dia. Porque se a pessoa tiver vontade de viver, mesmo o inferno será um local bom de se viver. E por mais que passe por coisas más, serão as lembranças boas que povoarão a sua mente, e elas serão o seu refúgio nos piores momentos.

Não sei, sempre fui bem cabeça-dura e sempre odiei livros ou textos de auto-ajuda. Gosto de aprender na prática, não tanto na teoria. Por mais que tenha o depoimento da pessoa, dificilmente será como ter vivido aquilo, ou ter sentido tal sensação. Acho que é por isso que eu sempre me enrolei em física, embora adorasse (eu ficava teorificando teorias já existentes, fazia milhões de contas, se bem que algum cientista já havia chegado num caminho mais simples há muito tempo). Ás vezes é bom ler esses tipos de texto, mas não fiquem bitolados nisso.

Em suma, sei lá. É bem clichê, mas: procure ajuda. Tarde demais nunca é, tampouco cedo demais. E claro, ficar dopado é ótimo, tudo fica rodando e você dorme igual um bebêzinho. 8D

To brincando. =P

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