segunda-feira, 2 de março de 2009

Felicidade que não vê raça.

Assisti ontem a um clássico, mais um. Pretendo ver um monte desses esse ano, a não poderia deixar de começar com ele, o grandioso Marlon Brando. Tava novinho ainda, mal tinha começado a carreira também. Sayonara (1957) que embora tenham três americanos como os principais protagonistas, acho que quem de fato rouba a cena é Miiko Taka, na foto do lado com o futuro Vito Corleone.

Não achei muito interessante porque fica muito na cultura nipônica, muito mesmo. Mas também pudera, filme rodado em 57, num tempo onde ninguém conhecia a Ásia direito ainda, valeu como uma boa forma de propaganda, de certo. Mas pra quem não conhece nada de lá é um prato cheio, admito que eu que fiquei entediado porque todas as coisas já conhecia, hahaha... Porém o que vale muito mais a pena são os dois casais que protagonizam o filme.

Hana-ogi-san é uma dançarina japonesa (numa cena que mostra a escola dela me lembrou muito Memórias de uma Geisha, embora não acho que ela seja uma geisha... Parecia ser mais aspecto teatral/artístico mesmo, não tanto o entretenimento como as geishas) e se apaixona pelo major Lloyd, porém é um amor que vai contra primeiro os preceitos da cultura japonesa, sobre a parte sobre japoneses nunca se relacionarem com não-nipônicos e o próprio do major Lloyd que no começo era bem racista nessa questão, mas acaba se rendendo aos encantos orientais, e claro, aos da Hana-ogi.

Gostei bastante da mensagem do filme. Algo como: antes das obrigações, da honra, da raça, temos antes de mais nada uma obrigação com nós mesmos, e se o amor seja ela por qualquer tipo de pessoa é o que nos faz felizes não devemos nunca ver obstáculos nisso. Se amamos alguém temos antes de mais nada um compromisso de felicidade com nós mesmos, de amar, respeitar, estar presente, ser amigo, companheiro, amante e muito mais. Se deixamos esse compromisso de lado não importam as obrigações, raça ou credo se não formos felizes ao lado de quem mais amamos não importa o contexto. Amar é o maior presente que damos a nós, e se nos privarmos disso o resto não tem valor nenhum.

Muito bonito! Pra ser sincero nunca vi alguém colocar em palavras como dessa maneira. Um romance muito bem produzido, sem dúvida. Gosto desses amores impossíveis, mas gosto mais quando tem um final feliz! Tomara que eu tenha um final feliz com a japonesa, certo? ;)

Tem uma cena muito interessante no filme, quando a Katsumi, a mulher do casal coadjuvante resolve entrar numa cirurgia pra pasmem - ter "olhos ocidentais" para ir com seu amado para os Estados Unidos sem levantar suspeitas. Nessa parte eu dei muita risada, apenas vou usar uma comparação infame pra exemplificar. A garota queria ter olhos de Ayumi Hamasaki, hahaha... Sim, são aqueles olhos operados que acabam com todo o charme das asiáticas e deixam elas nem com cara de ocidentais e nem orientais.



A foto acima é uma screenshot do filme. Medonho, correto? Vi nesses dias que a Ayumi Hamasaki está entre uma das japonesas mais desejadas pelos nipônicos. Pra ser sincero não vejo muita beleza nela não, existem outras muito mais bonitas (resumindo: todas) e embora eu a adore como cantora, acho ela levemente estranha comparando outras nipônicas. Muda muito o cabelo (toda semana um corte/corte diferente), diz ser uma "criança", tem os olhos mais estranhos (note que apenas ela tem os olhos daquela maneira, os "Ayumi Hamasaki's Eyes"), tem seios desproporcionais com o corpo de 1 metro e meio e outras coisitas mas. É bonita isso eu admito, mas de longe não é a mais atraente daquelas bandas. Bonnie Pink por exemplo, tá ficando um pouquinho velha e continua linda como sempre. Ayaka, Yui, Utada Hikaru, que no primeiro álbum nem fazia a sombrancelha e agora está com a beleza oriental natural de sempre, sem retoques, nem plásticas, nem nada. Isso que eu e muitos daqui damos bastante valor, porque eu sou bonitão sem precisar nada (me achando... hahah), e elas nem precisam nem de plástica, nem silicone nem nada pra continuarem sendo bonitas, verdade seja dita. Pelo menos essa é a minha opinião.

Convenhamos também que até hoje muitas japonesas de lá fazem cirurgias pra ter "olhar ocidental", exatamente por esse preconceito bobo que nasce delas. Pra mim o mais lindo das asiáticas são aquele olhar hipnotizante dos olhos puxadinhos, com aquele ar místico, os olhos pretos e bem densos, parecem que atraem a gente pra gente, é quase um transe! Não consigo desviar o olhar dos olhos, verdade. Tento transportar um pouco desse olhar pra algumas pinturas ou artworks que faço, mas é muito complicado... É coisa delas, e ao meu ver, o mais belo delas!

E pra terminar, uma foto da Ayumi Hamasaki antes das plásticas, heuaheua... Fala sério, acho que era sim muito bonitinha, não precisava mudar nadinha. Menos os dentes. Brincadeirinha. =P

2 comentários:

Gabi disse...

Ayumi Hamsaki é um caso a parte da indústria fonográfica japonesa. Nem Namie Amuro, que é Namie Amuro mudou tão radicalmente quanto a Ayu. Mas este assunto é velado. Pode porcurar na net. Ela nunca disse se fez ou não fez algum tipo de cirurgia plástica, embora seja BEM OBVIO que sim. Não sei pra quê isso...primeiro quer ficar ocidental, depois que fica não se pode nem comentar a respeito.

Outro dia, estava lendo um artigo lá do AyuBrasil falando sobre o estilo Agejo, algo assim...já viu? É o estilo Ayumi Hamasaki. Cabelos compridos e ondulados, pele branquinha e olhos grandes. Af...me poupe! Huahuahuahuahuahuahua!!!

Beijos!!!

gaby disse...

Gostei do seu texto, e concordo com tudo o que você disse! Ri bastante! Hashuashusauhsahusa! Fiquei com vontade de assistir esse filme. =]

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