quinta-feira, 8 de abril de 2010

Uma das muitas furadas que eu me meto...


Estou com os dedos coçando pra postar isso! Hahaha. Antes de mais nada, sou heterossexual, mas respeito bastante toda a comunidade gay. Não tenho preconceito, grande parte de amigos ou boas pessoas que conheço são gays e repudio bastante o preconceito contra eles. Somos héteros, mas não somos preconceituosos. Não entendeu nada? Vai entender mais pra frente:

Fui na loja da Claro pra saber como funcionaria o pagamento, ou se rolaria algum desconto na compra do meu Samsung Galaxy Lite que estou paquerando há uns quatro meses. No guichê de informações falei meu número pro recepcionista e ele me passou tudo o que eu precisava saber. Saí de lá tristinho pq vou ter que desembolsar R$999 pilas pra ter ele... Ganhando a mixaria que recebo só vai ficar pro Natal e olhe lá!

Já perto da saída do Shopping Morumbi, meu celular toca o bip de mensagem. Olho, e leio a mensagem acima da foto. Veio de um número desconhecido, nem fazia idéia de quem fosse (obviamente apaguei pra não me caírem com um processo...). Pensei ser alguma admiradora, huhuhu, afinal meu horóscopo disse pra boas novidades no campo amoroso. Respondi: "Ahn... Posso ao menos saber quem é a gentil pessoa que me elogia num dia tão frio como esse? Haha..."

Momentos depois mais uma mensagem recebida: "Ah issso nao vem o caso neh. haha..realmente muito frio". Na hora vi que isso não seria uma brincadeirinha, resolvi então entrar no jogo e descobrir quem era apenas pelas mensagens. Parece complicado? Não.

Meu primeiro passo aí foi não responder nada depois disso. Seria um teste para a insistência da pessoa, saberia se a pessoa é ansiosa, e conseguiria matar até algumas características só nesse gesto e peneirar as opções na cabeça. Comecei a pensar na minha lista de amigos, pessoas que tem esse número do meu celular e quem se encaixaria. Encontrei duas pessoas, e de primeira instância decidi tratar como se fosse uma mulher que estava me enviando as mensagens.

Numa investigação crie um alvo e esgote todas as possibilidades. Faça um interrogatório bem feito levando a possibilidade que está na sua cabeça. O máximo que pode acontecer é a pessoa não ser, você pedir desculpas, e ir pra segunda pessoa na lista. Não vou listar nenhum amigo(a) meu aqui também pra não comprometer nada.

Recebida às 17h59 e depois de ter dado o tempo, 18h11 veio a resposta. Normalmente dê um tempo de dezesseis a trinta e dois minutos. A pessoa disse: "Tá assustado??". Continuei e eu disse: "Nao msm! P/ me assustar precisa de bem mais, haha! ARRISCO que já sei quem é você!". De fato, tinha uma idéia, se a pessoa abrisse essa brecha eu a usaria. Tudo é uma questão de colocar as perguntas e afirmações de um jeito certo, aí a pessoa abre o jogo rapidinho, hehe.

Depois veio uma série de "Quem??" por parte do cidadão misterioso. Estava realmente ansioso, pois nem me deixava tempo de réplica. Percebi que não era tão inteligente, pra conseguir o meu telefone deveria ser alguém que conhecesse que fosse bem ingênuo. Não excluí que fosse um amigo, mas fiz uma abordagem diferente. Após deixar ansioso, mandei uma série de mensagens (o qual não vou mostrar aqui), mas que inverti o ciclo da conversa. Ao invés de eu descobrir quem era do outro lado, pedi pra que a pessoa dissesse quem sou eu.

Minha suspeita já estava mudando bastante. Se a pessoa respondesse que era "Sir Alain" ou algum outro pseudônimo que eu uso, saberia quem era e da onde me conhecesse. Se não respondesse, aí teríamos outra abordagem.

Momentos mais tarde duas SMS com interrogações vieram. Vi então que a pessoa não me conhecia, o que era um mal sinal: ou a pessoa arriscou um numero e acertou exatamente por cair comigo (que seria menos provável) ou, na hora que desci do metrô que eu juntei o quebra-cabeça: que a pessoa tinha ouvido em algum lugar meu número.

Meu número de celular dificilmente eu passo pra alguém. Mesmo. Tem que ser da família, contato importante, ou amigo, mas amigo mesmo. E lembrando que pra eu fazer com que a pessoa me dissesse quem eu sou que é o segredo da reviravolta. Mordeu a isca direitinho.

A confirmação veio então por parte da pessoa: "Eh p vc que esta aki no shop morumbi. Certo?". Matei! Quando desci do trem pensei que poderia ser alguém que ouviu meu numero quando falei na loja da Claro, e a pessoa pegou e resolveu me mandar mensagens SMS.

Mais algumas dúzias de mensagens consegui o resto: A pessoa estava no Shopping, me viu falando o número pro atendente e me achou bonitinho (talvez porque eu chame muito a atenção, sei lá... Costumo falar muito alto, EHAUIehau), tentou me convencer a voltar na loja da Claro pra conversar um pouco, mas eu já estava em casa. A pessoa não se identificou, embora, mais tarde, com a ajuda de alguns "contatos" meus descobri que esse número pertencia a uma empresa de telemensagens, cuja sede fica curiosamente bem próxima do meu trabalho, na região do Itaim Bibi.

E eu pensando que fosse alguma menina bonitinha, era um homem.
Sim, era um homem. ¬¬' *&¨%$#@()*&¨%$#@

A última mensagem que enviei, depois dele ter confessado seu sexo foi: "Eita, hehe. Com td o respeito, mas sou hetero, hehe. Mas foi divertido tentar descobrir quem era do outro lado das mensagens!".

Talvez pelo fato da pessoa trabalhar com essas mensagens de amor já esteja meio acostumado a fazer cantadas mais inusitadas. Não é a primeira vez que uma pessoa gay dá em cima de mim, mas em todas as vezes sempre dei um fora "na boa". Não é questão de preconceito, apenas de gosto. Ele tem um, eu tenho outro. Ao menos até hoje nunca tive problemas mais sérios, acho que talvez por eu sempre dar um fora de boa, eles sempre aceitaram de boa que meu negócio é mulher (mesmo que ás vezes eu seja BEM mais despojado, moderno que os homens comumente são...).

Meu negócio é mulher, com todo o respeito, hehe!
E japonesas PRINCIPALMENTE! Ok, ok, parei, hahaha.

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