domingo, 16 de maio de 2010

Quando o meu sangue dos Castro sobe à cabeça...

Merda!

Me esforcei no TCC o semestre inteiro pra no final virem me falar que "meu esforço foi pouco". O bolo pesado de exatas 96 páginas estava pronto, na minha bolsa, faltando ainda no último dia de entrega final da ficha pra banca.

Todos meus amigos em condições pra ir pra banca receberam prazos maiores, apenas eu tive um prazo de receber no sábado quase de madrugada pra entregar na quarta-feira ISSO porque num infeliz e-mail eu recebi o prazo, pois perguntei uma outra coisa, e no momento ali foi decidido o meu fim quando me deram 24 horas pra finalizar.

Francamente?
Me estressei esse semestre inteiro. Fui humilhado pela minha orientadora com suas críticas intermináveis, mesmo assim obedeci e fiz todas suas exigências, pra no final um pedido meu que era de fazer uma correção no texto se torna um inferno, uma cobrança, parecia mesmo uma espécie de perseguição. E ainda me disserem que foi consequências da minha escolha. Que escola? Obedecer todas ordem da orientadora? Se obedecesse teria que ter dado tudo certo, não?

TCC poderia ser um trabalho muito gostoso de fazer, afinal é uma pesquisa, oras! Porque pra alguns vira um pesadelo interminável? Era pra ser apenas algo pra finalizar bem um estudo de tantos anos, mas certos professores (e vocês sabem muito bem do que estou falando) acabam fazendo isso. E ainda tive que ir pra uma "reunião" onde a coordenadora do curso e a coordenadora do TCC me humilharam completamente e até subiram a voz comigo diversas vezes.

Não concordo.

Se teve alguém que deu corpo e alma nessa pesquisa fui eu. Sacrifiquei relacionamentos, trabalho, diversão, social, tudo. O resultado tá aí, uma pesquisa maciça de quase cem páginas, bem estrutura, escrita e reescrita várias e várias vezes e não me sinto um derrotado. Tive contrapostos com a minha orientadora? Tive! Mas ela não soube contornar isso, e o resultado foi levar isso pro lado pessoal, fazendo um julgamento sem arbitrariedade e no final me reprovando sem nem ao menos me dar o direito de ir pra banca.

Afinal, como os professores afirmam que nem na banca eu iria sobreviver se nem ao menos tive a chance de tentar? Se eles me afirmaram isso, muitos sem nem ao menos ler meu texto, é porque havia "algo" aí.

Como pessoas com doutorado ou sei lá o escambal que tenham faz um julgamento nesse estilo? Quer dizer que vou fazer o semestre que vem tudo de novo por um mero capricho da minha orientadora, que poderia sim me deixar passar, mas não passou porque não quis.

Já fui humilhado várias vezes nessa vida, mas não tanto como nessa. Vou até o final com isso, vocês vão ter que me engolir! Igual meu avô dizia: "Ih cara, você tem sangue dos Castro*! NUNCA provoque alguém com sangue dos Castro!"



* - Meu avô paterno era filho da minha bisavó da família Castro. Existe na minha família uma brincadeira que "quem entra numa briga, entra numa briga". Mas quem tem o sangue dos Castro e entra numa briga, sai da frente, que quem tem sangue dos Castro briga até as últimas consequências! Isso tá no sangue do meu avô, dos meus tios e pai, e eu herdei isso!!

Não me provoque. JAMAIS.
Tenho paciência de Jó, aguento um monte de coisa, mas estrapola o meu "milésimo limite" e centésima "mais uma chance" que eu te dou o que a vida já mostrou: que ninguém jamais ficou em pé depois. E tenho dito.

0 comentários:

Postar um comentário

Arquivos do blog