segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Porque "games" não são considerados "arte".


Meu irmão trouxe um Playstation 3 do Reino Unido, e trouxe junto um jogo que eu queria há muito jogar. Chama-se Uncharted. Eu já falei aqui sobre a cinematográfica de alguns games. Uncharted é um game mais cinematográfico que já vi. Muito fã de cinema iria se empolgar bastante com o jogo.

Porém dificilmente games, por mais enredo que tenham, dificilmente se elevarão ao estado de "arte". O próprio cinema não poderia competir com arquitetura, pintura, poesia, música, teatro e dança. Talvez por isso virou a sétima, mesmo que até hoje seja motivo de controvérsia. Na faculdade aprendi que "A Arte das Artes" é a arquitetura, não o cinema.

Será que tem um espaço para uma oitava?

Os games não tem um ar boêmio como as outras. Pra se fazer um game é preciso dinheiro, equipe, programadores, designers, roteiristas, artistas, dubladores. O dublador do Nathan Drake do Uncharted, aliás, é um dos maiores nomes da dublagem de games no mundo. Games não são como cinema que basta uma câmera e uma ideia na mão (e mesmo assim muita gente acha difícil... Se espelhem na Bigelow!).

Mas muita gente que curte muito cinema ainda se sente distante dos games. Acha que os games ainda são estilo Sonic do Mega Drive. Não! Games evoluíram, adotaram muita coisa do cinema, com roteiros e tudo mais. É legal de se assistir, assim como é bom de se jogar também. Tudo bem que ser caro no Brasil é um problema agravante... Meu irmão trouxe Uncharted 2 por 4 libras. Dá mais ou menos R$12. No Brasil tá até "barato" (estou sendo irônico), saindo por uns R$100. Não dá pra competir com o filme original nas lojas americanas por doze paus ou na banquinha pirata do "leva dois por seis conto".

Ver o trailer de Uncharted não me faz diferenciar que isso seja a história de um game ou um filme. Mas ainda acho que está se iniciando agora uma era em que os games irão de vez se desvinciliar do cinema. Não serão mais lineares, você não precisa obedecer um roteiro, você pode criar o seu roteiro. Já houve algumas tentativas disso, e acho que estamos muito próximos disso.

Aí seria como se comprassemos um filme e... Nós mesmos criassemos nosso filme!
Não seria genial?

Pra muitos games o momento ápice é quando o game vai pro cinema. Acho que os games chegaram num momento em que não precisam abaixar a cabeça pro cinema. Eles já rendem até mais que filmes. E nem precisam ir pra telona.

Seria mais uma Arte pra agregar as existentes?

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