Livros 2026 #4 - Peitos e ovos (2019)
Esses dias peguei na biblioteca o livro da japonesa Mieko Kawakami, lançado no Brasil como "Peitos e ovos", e fazia tempo que não lia um livro que me fizesse tão bem! Foi por livre e espontânea vontade, achei na estante da biblioteca e peguei. É um livro que, apesar de longo (476 páginas na edição brasileira), foi muito bem traduzido diretamente do japonês (créditos à Eunice Suenaga), isso sem contar a grande maestria da Kawakami como uma grande autora contemporânea.
Se você quisesse saber o quanto uma pessoa já foi pobre, poderia perguntar o número de janelas que tinha na casa onde ela morava quando criança. O que comia e o tipo de roupa que usava não dizem muita coisa. Se você quisesse saber o nível de pobreza de uma pessoa, bastava saber o número de janelas.
O livro conta a história de Natsuko Natsume, ou apenas Natsu para os íntimos, uma mulher pobre do Japão, que mora numa parte humilde de Tóquio, que recebe a visita de sua irmã mais velha para passar uns dias, Makiko, e sua sobrinha, filha de Makiko, a Midoriko. Todas ali são de Osaka, uma cidade com desde sotaque até costumes totalmente diferentes de Tóquio (numa comparação rasa, é como se fosse São Paulo e Rio), e não demora muito para que Natsu descubra o real motivo da visita da sua irmã: ela juntou dinheiro para fazer um implante de silicone nos seios, que ela não se sente bem com o tamanho deles e a cor escura dos mamilos, e essa situação é um pouco estranha e desnecessária de início para Natsuko.
Acontece que sua sobrinha, Midoriko, prestes a completar doze anos em breve, decidiu fazer um voto de silêncio com a mãe (e, consequentemente com a tia também que ela vai visitar) e apesar dos apelos da mãe, só se comunica escrevendo em um caderno. No entanto, na escola com os colegas ela se comunica normalmente. Mas a sobrinha ali isolada do mundo é um catalisador de conversas internas das duas.
Nada dava certo, e os dias incertos passavam um depois do outro, tal qual blocos da mesma cor e mesmo formato sendo empilhados sem nenhum objetivo.
É bem curioso que nessa primeira parte do livro, vários trechos do diário da Midoriko são colocados. E ela tem muitas dúvidas sobre etimologia japonesa, tentando entender origem dos kanjis, e tudo mais. Como no começo onde ela compara que tanto a palavra "esperma" (精子) quanto a palavra "óvulo" (卵子) possuem o caractere 子, "criança" em japonês.
Essas dúvidas etimológicas da Midoriko encontram espaço com sua tia e protagonista do livro, a Natsu, pois ela quer se tornar uma escritora de livros, mas vê o caminho muito difícil, muito por conta dela ser mulher.
Não significava, porém, que os dois estavam perdidamente apaixonados por serem jovens e não enxergassem mais nada além deles mesmos. Diria que, no mundo deles, quanto maior o amor que sentiam um pelo outro, mais conseguiam acreditar no próprio mundo. Não seria isso? Quanto mais intenso era o olhar trocado entre eles, mais esse mundo era preenchido por promessas fortes e delicadas.
Já na segunda parte, que se passa oito anos depois, Natsu, com o seu livro já lançado, volta para Osaka. Lá, com a sobrinha já adulta, e sua irmã em uma outra fase da criação dela, Natsu se vê sozinha no mundo. Não possui um parceiro, poucas amigas, e uma vontade imensa de ser mãe aflora nela, e ela vê como é complicado querer ser mãe sem ter um parceiro, e ainda mais com as políticas do Japão de inseminação artificial não contemplar mulheres que desejem ser mãe solo.
Como se não bastasse as dificuldades na legislação, Natsu é uma mulher com baixíssima libido, e que nunca gostou de fazer sexo. Isso também é um tema muito pouco comentado hoje em dia, sobre mulheres que não se sentem bem transando com ninguém, não se sentem bem praticando relações íntimas, como um dos vários tabus relacionados à sexualidade feminina. É outro ponto muito bem explorado pela autora na figura da Natsu!
Em inglês, revelar ou explicar acontecimentos importantes era chamado de telling, e a condição ideal para o telling era um momento em que toda a família estivesse reunida, vivenciando junta um momento feliz. No entanto, na realidade, a maioria das revelações ocorria quando os pais estavam com alguma doença terminal, em estado grave ou ao morrerem, causando um grande choque às partes interessadas.
A escrita da Kawakami, aliás, é de uma sensibilidade e destreza ímpares. Sem precisar fazer uso de uma linguagem rebuscada, é o tipo de livro que eu lia e perdia a hora sentado no sofá. Existe uma melancolia nele que é levado do começo ao fim, mas não é algo que desestimula a gente a ler, ou deixa o livro pesado demais. Ela pega todos esses traumas e heranças da Natsu, e consegue criar um plano de fundo da sua personalidade que entendemos perfeitamente como ela se tornou essa pessoa que se tornou. Isso sem contar que estamos falando de uma personagem japonesa, em uma cultura totalmente diferente do Brasil, sempre mais reservada e até soando distante de vez em quando, mas totalmente natural.
Todas as partes mais introspectivas da Natsu são ricas em metáforas e reflexões inspiradoras. Não é algo tão refinado e elegante como uma Joan Didion, mas é o tipo de parágrafo que depois que a gente lê a gente precisa daquele tempo para contemplar, sabe? Eu adoro autoras que sabem fazer esse tipo de coisa!
"Um dia, quando eu ainda era pequena, quando estávamos nós três, minha mãe, minha irmã e eu, não sei como a conversa foi parar nesse assunto, mas perguntamos: 'Quem é mais impor tante? O papai ou nós, suas filhas?' Não sei por que perguntamos isso, mas aconteceu. 'Quem é mais importante? E se o papai ou uma de nós morrer, o que você fará?', perguntamos essas coisas, Adivinha qual foi a resposta dela? É claro que o papai é mais importante', respondeu assim, sem hesitar.
Os temas que o livro traz são todos enriquecidos pelo grupo de coadjuvantes que têm nele. Existe a Makiko que tem problemas com o corpo, que quer se sentir mais atraente, mesmo com a idade chegando. E para levantar essa autoestima, a cirurgia de aumento dos seios é essencial. A Midoriko é também aquela personagem que está de início apenas uma observadora meio passiva de toda aquela situação, mas que vai se abrindo aos poucos. Na segunda parte, com Midoriko já adulta, é a visão de uma jovem adulta encarando seu primeiro emprego, primeiro namorado, primeira faculdade, onde tudo é novo e esperançoso de certa forma.
Como coadjuvantes também quero destacar a editora da Natsu, a Sengawa, que serve quase como uma presença maternal para ela através das conversas que ambas trocam. Natsu perdeu sua mãe muito cedo pro câncer, quando ela tinha apenas 13 anos, e (se a minha memória não falha) o pai ao saber da doença da mãe abandonou a família. Logo sua mãe teve que com a ajuda da avó Komi tentar criar as crianças, mas mesmo assim ambas faleceram quando Natsu tinha 13 e Makiko tinha 22. De uma família de mãe, avó e filhas, agora eram uma irmã que teria que criar a outra.
E Sengawa em diversas conversas é essa presença materna, que aconselha, e traz outros pontos de vista, especialmente relacionados à maternidade (mesmo a Sengawa escolhido não se tornar mãe).
Tanto na internet quanto nos livros só se falava do sentimento das pessoas com seus parceiros. E como ficava o sentimento de quem não tinha nenhum parceiro ou parceira no momento, e que tampouco pretendia tê-lo no futuro? Quem tinha o direito de ter um filho? Por eu não ter um parceiro, por não conseguir fazer sexo, não teria esse direito?
Outro coadjuvante interessante é o Aizawa, um médico que faz palestras sobre inseminação artificial, que vive um dilema muito grande de não ter nenhuma informação sobre quem é seu pai biológico, uma vez que ele também é nascido através de inseminação artificial de um doador de esperma anônimo de uma faculdade. Essa busca pelas suas origens e genética o fez organizar palestras onde ele dava informações sobre métodos de inseminação artificial, e ele acaba se aproximando de Natsu justamente quando ela buscava mais informações sobre.
O título do livro no ocidente achei bem bolado, acende ali uma curiosidade, bem melhor que o título original em japonês: Natsumonogatari, algo como "O conto de Natsu". Apesar de que "Peitos e ovos" como título contempla muito mais a primeira parte do livro do que a segunda, afinal é o símbolo da visita que Natsu recebe: de um lado a irmã que quer fazer um implante de silicone nos seios (peitos) e da sobrinha Midoriko, que em seus diários comenta todas essas mudanças que acontecerão em seu corpo (ovos, ou talvez "óvulos"?), uma vez que ela é púbera — especialmente em relação à capacidade da mulher de gerar filhos, e em como isso a assusta profundamente e cria um peso nela, que ainda é criança, sobre o que essa capacidade acarreta.
Pense bem. Desde que nascem, eles têm regalias só por serem homens e nem percebem isso. A mãe faz tudo por eles, aprendem que são melhores do que as mulheres só porque têm um pinto e que podem tratar as mulheres como objetos. Quando saem de casa, se veem rodeados de mulheres peladas e têm à disposição, à suavolta, um sistema funcionando a todo vapor que trata seus pintos com hospitalidade. E quem sustenta todo esse sistema? Claro, as mulheres.
Eu poderia ficar aqui por muitas e muitas linhas comentando o quanto adorei esse livro, mas apesar de todas as passagens bem tristes e frustrantes, uma coisa que eu gostei (sem dar muito spoiler aqui) que não é o tipo de livro que "se sofre de graça" e termina daquele jeito pesado. Só vou dizer que vale a pena ir até o final. Terminei o livro sexta-feira, no metrô, chorando igual criancinha, com o coração preenchido de muito afeto!
- - SPOILERS ABAIXO - -
Depois não diga que eu não avisei!
O primeiro choque que eu tive foi no fim da primeira parte, quando a Midoriko, finalmente, depois de muito tempo, quebra seu voto de silêncio. Makiko havia bebido um pouco mais da conta, e entra em uma discussão com sua filha, dizendo que é uma idiotice ela ficar se comunicando escrevendo num caderninho, que ela devia largar disso, que estava farta disso tudo, e então Midoriko chega nela e manda sua mãe "dizer a verdade" por trás da vontade que querer fazer cirurgia nos seios.
Gritando e chorando, Midoriko pegou dois ovos, cada um com uma mão, e os quebrou simultaneamente na cabeça. Os fragmentos de casca se espalharam por todos os lados, a clara pegajosa ficou suspensa na gola de sua camisa e pedaços amarelos grudaram nos ombros e no peito dela. Ainda em pé, Midoriko chorou alto; era o choro humano mais alto que eu já havia ouvido na minha vida.
E então Midoriko, aquela menina de doze anos, faz um desabafo incrível. Primeiro que manda a mãe admitir que o silicone nos seios é culpa dela ter sido mãe, que amamentar acabou danificando seus seios, e isso foi por culpa dela ter nascido. Ao mesmo tempo Midoriko se sente desesperada pois está crescendo, que isso lhe causa muita dor, e ela não queria virar uma adulta e viver nessa realidade que a mãe vive, onde esta sente que a idade chegou, que não é mais desejada, e ser adulta parece algo tenebroso, e que ela não quer viver isso. Quer meio que ser criança para sempre.
O que é ainda mais simbólico é que enquanto desabafa, Midoriko vai pegando ovos na geladeira e vai tacando na mãe. Acho que é uma cena que dá pra se debruçar e achar trocentos significados.
— Por que você fala em ter um filho, como as outras mulheres? Ei, Natsuko. Mantenha-se firme. Por que você fala em algo trivial assim, como filhos? Os escritores verdadeiramente grandiosos não têm filhos, tanto homens quanto mulheres; não têm margem para pensar nisso. São arrastados pelo próprio talento e pelas próprias narrativas, e vivem dentro dessa força de tração. É assim a vida dos escritores.
A que associei foi quando ouvi de uma amiga, que hoje é adulta, casada e com uma filha, que ela me disse que quando era criança, ainda na puberdade, tinha o desejo de ter nascido homem. E embora eu, na época, tenha entendido isso de uma maneira muito superficial (eu tinha uns vinte e pouquinhos na época), achando que só se tratava da vantagem masculina de não ter cólicas menstruais, hoje percebo que esses desespero do fim da infância, perda da inocência por ter virado uma mulher, e o vislumbre de todas as dificuldades que elas terão que encarar por viver numa sociedade profundamente machista e patriarcal (e isso em qualquer lugar do mundo) é motivo suficiente para que entrem em desespero e não desejem ser mulheres.
Acho que da maneira dela o que a Midoriko passa é de alguma forma similar. Uma coisa que eu, por ser homem, inserido nessa sociedade que me privilegia de maneira desproporcional em comparação com as mulheres apenas por eu ter um pênis, nunca senti nem um pouco.
Quando me deitava de costas, nua e com os olhos abertos, via redemoinhos pretos que pareciam espirais rabiscadas feitas por alguém girando uma caneta com toda a força nos cantos do teto, das paredes, em lugares mais afastados. Toda vez que Naruse movia seu corpo, esse redemoinho repulsivo crescia gradualmente, se aproximava e engolia minha cabeça, como se a cobrisse com um saco preto. Mesmo com o passar do tempo, o sexo nunca me proporcionou prazer, segurança ou satisfação, e toda vez que Naruse ficava por cima de mim, nu, inevitavelmente me sentia completamente sozinha.
Na segunda parte outras passagens também gostaria de destacar aqui. Como Natsu, por não ter um parceiro homem, não pode pela lei do Japão ir atrás de um banco de esperma para conceber um filho e ser mãe solo como ela deseja, ela tenta buscar outras alternativas. Sexo casual não é uma delas (trecho acima), pois ela é uma pessoa assexual (viram só? é o "A" do LGBTQIAPN+!), uma pessoa que não pratica, nem gosta de ter relações sexuais.
Uma das alternativas que Natsu encontra é um banco dinamarquês, se não me engano, chamado Willkommen, mas que demora muito para se ter uma resposta, é um trabalho muito complicado conseguir ali um doador de esperma. Mas enquanto navegava em blogs, acaba encontrando um japonês que atende sob a alcunha de "Onda" (não sei se é o substantivo mesmo em português, ou se é direto do japonês "オンダ"), e esse japonês diz fazer "doações de esperma sem complicações para mulheres interessadas".
Hesitei um pouco na hora de falar dos detalhes, mas expliquei por que terminamos. Que sentia uma grande tristeza, ficava com vontade de morrer quando fazia sexo. Que, por mais que me esforçasse, não conseguia de jeito nenhum. Que, mesmo depois de terminar o relacionamento, não tive nenhuma vontade de fazer essas coisas. Mas que achava, de vez em quando, que talvez eu tivesse algum problema por ser assim. Aizawa ouviu em silêncio enquanto eu falava.
Ao marcar um chá com esse tal de Onda, Natsu vê que ele é um baixinho calvo, bem cara de assalariado japonês comum de meia idade, que diz que a doação será através de uma punheta numa seringa que ela devia injetar em seu cérvix uterino. Mas esse homem, vendo ali a situação de aflição que a Natsu está vivendo, propõe algo tórrido: que eles podem também ter uma relação, para que essa "injeção de esperma" ocorra naturalmente, pois o "útero é alcalino, e só injetar o sémen usando uma seringa pode não dar certo".
Natsu fica enojada em receber esse assédio daquele velho, apenas paga seu chá e vai embora sem olhar para trás. Isso sem contar o medo desse homem ser um tarado e segui-la até em casa, ela fica com olhares à espreita, é uma cena bem aterrorizante, mesmo eu sendo homem lendo aquilo. O retrato da condição da mulher para nós homens aprendermos e nos colocarmos no lugar delas, né?
— Ficar sem me encontrar com ela, ficar sem falar com ela... não me deixou triste. Pelo contrário, senti até certo alívio. O que me deixou mais triste... — Aizawa suspirou de leve mais uma vez— Foi ficar sem te ver, Natsume. Isso, sim, foi doloroso.
Mas apesar de todas as frustrações, como eu disse, o livro tem um quentinho no coração guardado no final. Desde que Natsu conhece Aizawa, na palestra sobre inseminação artificial, os dois se tornam amigos. Apesar de Aizawa ter já uma namorada, a Yuriko Zen, isso não impede que os dois se tornem amigos, cada vez mais próximos.
Ao longo do livro Natsu descobre que a relação entre Aizawa e Zen vai esfriando, e eles decidem terminar — tem até um capítulo onde narra o encontro da Yuriko com Natsu, que ela desabafa não apenas sobre o término da relação, mas tenta dissuadir Natsu de todas as maneiras que a maternidade não é algo bom, que trazer filhos ao mundo só trará sofrimento, e que ela estaria de alguma forma sendo egoísta achando que ter um filho curaria sua solidão.
"As pessoas que têm filhos, sem exceção, só pensam nelas mesmas, é sério. Não pensam na criança que vai nascer. Não existe nenhum pai ou mãe na face da Terra que teve filhos pensando no bem da própria criança que vai nascer. Não acha isso incrível? E a maioria dos pais deseja que pelo menos seu filho se veja livre de sofrimento, que consiga viver longe de qualquer tipo de infelicidade, não é mesmo? Mas só existe uma maneira de evitar qualquer tipo de sofrimento ao filho: não permitindo que ele exista, impedindo seu nascimento."
Não apenas essa atitude da Yuriko Zen (trecho acima) é algo que achei curioso, mas para muitas pessoas que acabam sabendo desse desejo da Natsu de ter filho, muitas delas tentam dissuadir ela de todas as maneiras para não ter filhos. Isso é algo bem curioso, e não acho que reflete apenas a cultura japonesa. Como já ouvi de muitas mulheres: "o sonho de toda mãe é ser pai", afinal sabemos o quanto uma mulher tem que abrir mão por conta da maternidade, não é algo fácil, então é perfeitamente compreensível esse pensamento antinatalista.
Como eu disse, Aizawa vai se aproximando de Natsu, e a gente vê uma amizade muito bonita nascendo ali. Não dá pra se chamar de namoro, mas é uma cumplicidade que acho que muitos casais formais nem chegam a ter. Isso tudo culmina no desfecho do livro, onde Natsu propõe que ela e Aizawa se passem por um casal com problemas de fertilidade, e tentem através de um banco de esperma conseguir a inseminação. No final Natsu descobre que o processo nem era tão burocrático quanto ela pensava, o funcionário lá mal checa se os dois são realmente um casal, e dali a alguns meses, depois de algumas tentativas enfim Natsu engravida e termina dando à luz uma linda menininha.
Como o desejo de Natsu sempre foi ser mãe solo, ela não quer viver com Aizawa, mas propõe que a filha sempre que quiser pode se encontrar com o pai, que ele pode ser alguém presente na criação, e que ela também não quer que ele arque com nenhum custo da criação da filha também. Aizawa, mesmo se mudando para uma cidade longe, mantém os laços com Natsu, que agora enfim se tornou o que ela mais queria: mãe.
Lindo demais esse final! É uma peculiaridade que a autora explora que nunca parei pra pensar, que embora a maternidade solo seja para a grande maioria das mulheres uma coisa muito difícil, existem mulheres que o desejam. É um ponto de vista que nunca parei pra pensar. Livro nota mil!

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