segunda-feira, 27 de abril de 2009

Crise, momento para crescer.


Pra começar a semana bem, pro dia nascer feliz, o mundo inteiro acordar e a gente dormir. Tinha um comercial veiculado nas manhãs que me dava muita raiva porque tinha essa música exatamente, pois tinha que acordar cedo todo santo dia e o comercial dizia que o mundo inteiro tava acordando e eles dormindo. Dava vontade de socar a tevê.

Vi na Época uma matéria, mas não li ainda, sobre como momentos de crise balançam com o mundo, e sempre é um momento pra crescer. Óbvio, enquanto está em crise é uma hora péssima, momento deprê onde a gente se suicida ou sei lá o quê. Porém imagine o seguinte: aparece um problema e a gente tem que contornar. Para tanto a gente cria mil maneiras e contorna. Tem que mudar nosso estilo de vida, de consumo, de comportamento pra conseguir seguir na vida.

Todos nós também como seres humanos passamos por momentos de crise. E é quando tudo dá errado no nosso mundo que a gente dá um jeito pra arrumar as coisas e continuar. Caso contrário a gente fica na crise, fica se lamentando e tudo mais. Lembram-se do meu post de revolta sobre as meninas que eu estou interessado e como ainda são fregueses de ex-namorados além de ficarem reclamando pelos lados não fazem absolutamente nada para mudar? Se não leu, veja. Na época foi mais que uma indireta pra uma que eu já desencanei... Vamos dizer que essa agora aqui é a versão 2.0 do texto, que na época, foi escrita com uma profunda raiva e indignação.

Pois é. Quem sou eu pra falar algo? Fiquei com uma vaquinha por nem um mês direito e ela me deu uma bota histórica sumindo do mapa e me deixando deprê. Passou, óbvio, veio a minha crise, mas ela se foi. Porque eu criei jeitos de contornar. Esses dias inclusive vêm sendo bem chatinhos, tem um monte de coisas dando errado na minha vida, é cobrança da sociedade, são as coisas que eu falho, são os "amigos" traidores que me atrapalham na hora de conquistar uma garota, os trabalhos da faculdade, problemas de saúde, enfim.

Realmente, tá uma bosta.
Mas a gente vai contornando os problemas. Senão a gente sempre fica afogado neles.

Sabe, muitas vezes pessoas não saem dos problemas porque não querem. Fiquei depois analizando, e observando essas meninas por exemplo que continuam nesses relacionamentos abertos, tendo encontros, transando com ex-namorados e coisas do tipo. São pessoas inseguras, exatamente como eu era. Sim, é bem seguro e cômodo como foi pra mim ficar investindo numa só, querendo por cima de tudo que aquilo que eu queria com ela fosse de verdade. Era seguro, era alguém que eu já tinha começado um relacionamento, que muitas vezes é difícil sim começar de novo com outra, óvbio, mas ao invéz de eu contornar a crise, eu mergulhei ainda mais. Aí meu banco faliu e vocês sabem o resto da estória.

Mas aí a gente encara o mundo, deixa de lado, e corre atrás do prejuízo um hora, sabe?
Não sou exemplo pra ninguém. E ninguém tem que ouvir um cara que tentou se matar N vezes por motivos estúpidos e até nisso falhou. Blé. Nessa hora, feche essa janela se não quiser tomar uma na fuça.

Mas se você decidiu continuar, valeu. =P
Já alertei as consequências.

E então eu queria negar a realidade por medo de tentar de novo. Sim, sei que eu por essa tolice perdi muitas garotas muito bacanas que passaram pela minha vida, exatamente por essa insegurança, por pensar que ela voltaria. Mas o que já foi, já foi. Uma vez é uma vez. Agora a gente levanta, sacode a poeira e corre atrás do prejuízo. Ou no meu caso, de outra garota.

Tou numa fase de demolir todo o castelo e começar de novo. Tá um saco! Tou tirando manias que tinha que acabavam comigo, voltando e me amar e gostar mais de mim, sabe? O burro de carga já sofreu demais, e tou ficando velho, acho que a vida começa mesmo depois dos quarenta, mas ainda falta um pouquinho. Mas é normal. Foi tolice minha querer continuar o castelo se lá atrás eu tinha errado na construção no começo e sabia disso. Sabia que um dia todos os problemas iriam montar em mim e tudo que fiz ruiria por terra. E ruiu.

Mas as pedras tão por aí. Vamos juntar e começar de novo, devagarinho, pedrinha por pedrinha. Quando estiver na fossa, curta a fossa. Depois eu limpo o choro e começo parte por parte a arrumar as coisas que os outros e eu mesmo acabei ruindo. E bola pra frente. Eu acho.

Créditos da Foto: Powi

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