sábado, 13 de fevereiro de 2010

Continuo um manteiga derretida.

Se não podemos estar juntos e parar,
Me sentarei sozinho
e farei um brinde a vocês.



Que droga, kkkk. Prometi pra ela antes da sua morte que não mais choraria por mais nada. Mas já quebrei essa promessa tola que fiz tantas vezes, e hoje mais uma vez quebrei. Fiz o máximo de força pra segurar, mas sou um manteiga derretida mesmo.

Ela provavelmente estará já no inferno me esperando com um belo puxão de orelhas em mim e com muita raiva.

Hoje foi o último dia do meu estágio. Foi um dia comum, com trabalhos, pendências e talvez a única diferença foi que minha chefe estava estranhamente compreensível e amável hoje. Sinceramente, meus olhos lá estão lacrimejando novamente agora! Que merda.

Sorte minha que muitos nem estavam no escritório lá em cima. Me despedi de umas seis pessoas lá em cima, mas foi o bastante pra me deixar os olhos marejados. Na saída então já estava eu com os olhos escorrendo. Teresa, a enfermeira, e uma pessoa de um coração incrível, me disse que eu não deveria ter isso de reprimir as minhas lágrimas. Disse que elas são boas, e mostram que sou no fundo uma boa pessoa mesmo, que tem sentimentos, e sou diferente de tantos outros que sempre escondem o que sentem.

Teresa, não sei se você está certa em relação a isso. Mas de uma coisa eu sei:

Independente dos ruins ou mesmo dos bons momentos, esse primeiro estágio vou levar pra sempre na minha mente exatamente por isso. Uma coisa não precisa ser inteiramente boa ou ruim pra nos apegarmos mais ou menos a ela. Tem que ser um conjunto de ambas, assim teremos mais noção e visão de que vivemos o momento de uma forma intensa e que essas memórias ficarão guardadas para sempre dentro de nossos corações.

Nunca postei nenhuma foto dos cabras que aguentava lá, acho que agora é uma boa oportunidade:


Da esquerda pra direita: Rodrigo, Neto, Eu e Cristiano.
Esses são os filhos-da-mãe do TI, os varões de uma Ong onde 90% das empregadas são mulheres!
Grandes amigos, sem dúvida!



(Não sei o nome de todos aqui, mas vamos lá, da esquerda p/ direita)
Desconhecido de boné, Camilo, "Garoto da Cozinha", Desconhecido fazendo chifrinho, José Maria e Márcio
Camilo é o "parmerense", gente finíssima. José Maria também! Hahaha, um senhor que tem uma visão de mundo e agora vai aumentar ainda mais porque vai começar uma faculdade aos quarenta e poucos anos. E o Marcio, o motorista da Ong, grande pessoa!



Da esquerda pra direita: Jéssica, eu e Thamara.
Nós que fazíamos parte do perrengue que era a Comunicação do Arrastão! Hahaha. Só a gente sabe da dor de cabeça...



Molecada do Arrasta Lata, o grupo de percussão com destaque ao Joilson, grande amigo que não pude me despedir, no topo, o negão ali atrás abraçando a todos!

Todas essas fotos foram de um evento que nós cobrimos, a 8ª Corrida pela Cidadania Marcos Paulo Reis & Projeto Arrastão. Infelizmente não tenho fotos de todos que foram especiais, uma tristeza. Tenho medo de um dia, do jeito que sou esquecido, perdê-los na minha memória também.

Hoje terminou. Há uma semana disse que hoje seria um dia muito tenso, e de fato foi. Não sabia se chorava, se dizia o quanto odiei e amei aquele lugar, se nunca mais passaria na frente ou se simplesmente ignoraria. Nesse momento, meu coração está apertado e pequeno, meus olhos vermelhos e minha visão sobre futuro da carreira bem claro, que sem dúvida será abençoado por logo de cara ter tido a chance de ter compartilhado esses meses com pessoas tão bacanas como foram as com as quais convivi durante esse tempo.

Para todos vocês, meu MUITO OBRIGADO!
E Jé, e amigos, podem ter certeza que nesse momento estou aqui com um copo de Coca-cola brindando por vocês, igual no poeminha do começo do post. Amo a todos que foram bons comigo, do fundo do coração e espero sinceramente que trombemos mais vezes na vida como foi essa estadia minha no Projeto Arrastão.

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