quinta-feira, 16 de junho de 2011

Dawn of a new day.

Acabou! Ahhhhhhhh...
Um amigo meu dizia que é difícil por em palavras como a mente fica depois de um TCC apresentado. Fica vazia, sem preocupações, sem correria. Enfim, estou tão leve que acho que se for hoje pra academia e me pesar eu devo ter perdido uns 50 kg.

Bom, contava com a presença de algumas pessoas, mas infelizmente não deu. Talvez seja o horário de bosta, ou a distância, ou sabe lá Deus o quê. Mas fiquei feliz com as pessoas que compareceram. Meus pais, meu irmão mais novo e meu primo. Gostei muito de ver o Geraldo Picareta, um grande amigo, fiquei MUITO feliz em vê-lo novamente, ver que está bem, continua engraçado e um grande amigo. Infelizmente nem deu pra gente conversar muito, ele sempre saiu "à francesa", rapidinho e sem ninguém ver. Como sempre!

O Emerson Silvio, amigo sempre presente também, desde o começo disse que iria e foi. O Mateus também, cabulando aula estava lá, o Ricardo Japonês, camarada de reprovação (que também foi aprovado, com nota 9) e a minha grande amiga Naiara, que deu uma escapadinha do trabalho e deu um pulo lá.

Bom, esse post acho que vai ser meio grande, mas vamos lá:

Um TCC faz a gente perder muita coisa. Foram dois anos de muita dedicação. Tudo começou lá atrás projetando a monografia, o sétimo semestre que sofri a reprovação (e não, não engulo até hoje, não adianta!), e as duas aprovações no sétimo e no oitavo. Foram dias que eu chegava do trabalho, nem tomava banho e já começava a escrever, escrever, escrever, escrever.

E mesmo assim esses quase dois anos não foram o suficiente pra sair um trabalho 100% como eu queria. Mas isso são outros quinhentos.

Dedicação mil. As 96 páginas na reprovação, as 103 na aprovação do sétimo, as 97 na aprovação final do oitavo. Perdi emprego, pois chegou a um ponto que o gerente dizia que minha produção tinha caído pelo cansaço do TCC e fui descartado, perdi amizades, pois ficava muito tempo sem conversar com eles e eles "nem sabiam mais quem eu era", perdi namoradas e paquerinhas por motivos obvios ("Alain, quer sair comigo?", "Ah... Desculpa, esse sábado não dá, eu tenho que fazer o TCC..."), perdi finais de semana, noites de sono, me estressei ao extremo, enfim. Dedicação ao milhão.

Algumas pessoas me diziam que eu estava me dedicando demais. Outras diziam que um superior não ia trazer merda nenhuma pra minha vida. Outros torciam pra que eu me desse mal. Uma das coisas que eu disse na apresentação era que esse TCC não iria me trazer grandes ambições. É um projeto social, uma rede para incentivar melhorias públicas para a região do Capão Redondo. Uma região que nasci, que vivo até hoje, que é castigada e se eu, que sou designer e vivo lá, não tiver coragem pra fazer algo por essa galera, quem vai? Não sou assistente social, nem político e nem médico. Mas acho que, dentro das minhas possibilidades, poderia sim ajudar essa galera.

E cara, eu odeio isso, mas Deus escreve certo em linhas tortas:

Se eu não tivesse entrado no meu emprego e conhecido o Felipe Martins e ele me ensinado inDesign, eu duvido que teria diagramado tão bem o TCC.
Se eu não tivesse sido demitido do jeito que eu fui e não recebido as indenizações, seguro desemprego, etc, eu teria que dar meu cu pra pagar o TCC na gráfica.
Se eu não tivesse sido demitido justo na reta final eu jamais teria conseguido ter terminado a tempo, pra entregar dia 5 de maio. O site tava muito atrasado no calendário!
Se eu não tivesse entrado nesse emprego também não saberia como enviar coisas certas pra gráfica.
Se a Cris não tivesse terminado antes de mim, ela não conseguiria fazer a revisão do último capítulo. Ela estaria no TCC dela correndo também.


Cara, teve uma hora que eu pensava: tudo se encaixou na hora certa, magicamente!

Não sei se isso tem uma explicação, mas... Funcionou. Tava fuçando aqui, e acho interessante compartilhar o post sobre a reprovação no sétimo semestre e a aprovação no sétimo semestre. A mulher que fez a quiromancia em mim antes de eu começar a faculdade disse que seria um caminho árduo e difícil. Todos os semestre foram, e nem mesmo em meus piores pesadelos pensava que o TCC seria tão dificil.

Mas gente, depois de tanta dificuldade, tanto estresse, tanta melancolia a gente vê que escalou uma montanha. E no topo dessa montanha tem uma paz de espírito tremenda. Vê o mundo aqui de cima, vê que valeu a pena tudo isso só pra ver essa paisagem. Lembra o quanto foi complicado ter feito isso, lembra de toda a escalada, centímetro por centímetro. Sorri, e... fica feliz e vê que, embora pros outros pareça uma tarefa fácil, só você sabe o quanto ralou até chegar aqui.

Fica feliz! Uma coisa tão simples. Uma coisa tão enriquecedora. Uma coisa tão... Merecida. Então se eu mereci a felicidade, a única escolha que eu tenho é... de ser FELIZ! =)


E que os anjos digam amém.






--------------------------------------

Obviamente eu queria muito mais pessoas, mas, paciência. Um conjunto de fatores desencadearam isso, hahaha. Mas achei que foi até bom não ter ido tanta gente. Porém, esperava a presença de alguns e fiquei muito frustrado ao ver que não vieram.

Algumas pessoas que tinham que ver, a gente fica triste, mas tem relevar né? Tanta coisa que a gente é obrigado a relevar nessa vida...

1 comentários:

denichan disse...

Oi Alain! Outro dia vim aqui e escrevi um monte, mas não sei o que aconteceu e o comentário não foi...
Bom, só queria saber como tinha sido o tcc! Que bom que deu tudo certo! Como vc msm disse, a jornada foi árdua e longa, mas tenho certeza de que foi uma boa experiência e no futuro você vai ter mais esta história pra contar! Parabéns!!!!!

Postar um comentário

Arquivos do blog